Qualiflex | Análise do Apolo · 16:9 QUALIFLEX Análise de Padrões Comerciais e Segmentação Qualiflex 06/10/2026, 15:20 Apolo 06/10/2026, 09:44 Vou montar essa análise em etapas. É um trabalho grande — começo mapeando os segmentos e o faturamento por segmento, e vou avançando pelos blocos. Segmentos mapeados. Agora o faturamento por segmento. Agora o mix de produtos. Vou verificar a estrutura de itens de nota. Agora o detalhe por categoria e produto. Agora recorrência e comportamento de primeira compra. Agora as combinações de categorias e o efeito do mix por cliente. Agora crescimento por categoria e sazonalidade. Agora recorte geográfico e métricas de frequência por segmento. Vou ajustar os apelidos das colunas e rodar de novo. Faltam o cross-sell pós-primeira compra, a sazonalidade por segmento e a carteira inativa. Últimas consultas: carteira inativa e potencial não explorado. Vou exportar a matriz completa de segmento × categoria para consulta. Análise concluída. Período-base: outubro/2025 a setembro/2026 (12 meses fechados), com comparativos contra os 12 meses anteriores e séries de 2024 e 2025. Nota metodológica Trabalhei com o faturamento real emitido (notas fiscais de venda, produção própria e revenda), não com pedidos. Devoluções consideradas apenas pelas notas de entrada emitidas pela própria Qualiflex — portanto o líquido apresentado é um teto, e a cifra real de devolução é um pouco maior. Segmento = campo de atividade do cadastro do cliente. Outubro/2026 tem apenas 3 dias úteis e não entra nas comparações. Bloco 1 — Panorama geral Indicador Valor Faturamento bruto 12 meses R$ 48,64 mi Devoluções identificadas R$ 1,05 mi (2,2%) Faturamento líquido R$ 47,59 mi Variação vs. 12 meses anteriores +4,1% (era R$ 46,73 mi) Clientes que compraram no período 1.939 Notas emitidas 10.741 Ticket médio por nota R$ 4.513 Acumulado jan–set/2026 vs. 2025 +1,1% Acumulado jan–set/2025 vs. 2024 +17,4% Primeiro alerta estrutural: o crescimento desacelerou de +17,4% para +1,1%. E o crescimento de 4,1% nos 12 meses foi sustentado por aquisição, não por carteira : 556 clientes novos trouxeram R$ 6,86 mi, enquanto 766 clientes pararam de comprar (R$ 6,32 mi) e outros 323 caíram mais de 40% (R$ 7,05 mi de retração). A empresa está correndo numa esteira — repõe o que perde. Bloco 2 — Segmentos de clientes: quadro completo Segmento Clientes compradores Faturamento 12m % do total Ticket médio/NF Notas/cliente Intervalo médio Categorias/cliente % recorrentes Var. 12m Supermercados 623 R$ 22,60 mi 46,5% R$ 4.347 8,3 41 dias 7,6 76,7% −2,5% Revenda de EPI 331 R$ 6,81 mi 14,0% R$ 4.828 4,3 71 dias 2,4 61,0% +0,6% Frigoríficos 234 R$ 6,60 mi 13,6% R$ 4.236 6,7 53 dias 2,8 76,9% +31,3% Armazém/transp. refrigerado 131 R$ 3,02 mi 6,2% R$ 5.126 4,5 64 dias 4,5 78,6% +6,7% Laticínios 73 R$ 1,83 mi 3,8% R$ 6.385 3,9 47 dias 3,2 61,6% +18,4% Ind. alimento não perecível 100 R$ 1,14 mi 2,4% R$ 3.886 2,9 82 dias 4,2 64,0% +25,8% Sorvetes e açaí 74 R$ 1,12 mi 2,3% R$ 3.885 3,9 86 dias 5,9 62,2% +34,6% Ind. alimentos congelados 33 R$ 0,92 mi 1,9% R$ 5.570 5,0 67 dias 4,1 78,8% −12,0% Distribuição de congelados 36 R$ 0,75 mi 1,5% R$ 4.463 4,6 69 dias 5,2 77,8% −5,4% Cozinha industrial 13 R$ 0,58 mi 1,2% R$ 9.000 4,9 79 dias 3,3 69,2% −14,3% Lavanderias 6 R$ 0,48 mi 1,0% R$ 8.829 9,0 75 dias 2,2 100% −1,2% Metalúrgica/siderúrgica 10 R$ 0,37 mi 0,8% R$ 8.021 4,6 41 dias 2,0 70% +86,5% Transporte rodov./marítimo 23 R$ 0,40 mi 0,8% R$ 4.686 3,7 89 dias 4,3 65,2% +25,3% Agro 27 R$ 0,26 mi 0,5% R$ 3.165 3,0 70 dias 3,0 63,0% −0,5% Pescados 32 R$ 0,22 mi 0,5% R$ 2.464 2,8 70 dias 3,9 56,3% −19,1% Os três primeiros segmentos concentram 74,1% do faturamento; os cinco primeiros, 84,1% . Supermercados sozinho responde por quase metade. Produtos principais por segmento estão detalhados no Bloco 4. Evolução recente no Bloco 10. Taxa de ativação do cadastro — o achado mais subaproveitado Segmento Ativos no cadastro Compraram em 12m Ativação Supermercados 1.742 623 35,8% Ind. alimento não perecível 565 100 17,7% Frigoríficos 625 234 37,4% Armazém/transp. refrigerado 323 131 40,6% Laticínios 220 73 33,2% Sorvetes e açaí 190 74 38,9% Construção civil 170 10 5,9% Restaurantes 140 23 16,4% Hospitalar/farmacêutico 133 8 6,0% Transporte rodoviário 125 23 18,4% Agro 116 27 23,3% Açougues 75 11 14,7% "Outros" (não segmentado) 775 39 5,0% Há 6.573 clientes ativos no cadastro e apenas 1.939 compraram. Mais de 4.600 cadastros ativos sem compra nos últimos 12 meses. O bolsão "Outros", com 775 cadastros e 5% de ativação, é um problema de qualidade cadastral que esconde mercado: segmentar esses 775 é pré-requisito para qualquer ação de marketing dirigida. Bloco 3 — Rankings por métrica Métrica Líder Vice Terceiro Maior faturamento Supermercados (R$ 22,60 mi) Revenda EPI (R$ 6,81 mi) Frigoríficos (R$ 6,60 mi) Maior ticket médio por nota Cozinha industrial (R$ 9.000) Lavanderias (R$ 8.829) Metalúrgica (R$ 8.021) Maior frequência (notas/cliente) Lavanderias (9,0) Supermercados (8,3) Frigoríficos (6,7) Menor intervalo entre compras Supermercados e Metalúrgica (41 dias) Laticínios (47) Frigoríficos (53) Maior recorrência (% com 2+ compras) Lavanderias (100%) Ind. congelados (78,8%) Armazém refrigerado (78,6%) Maior crescimento 12m Metalúrgica (+86,5%) Sorvetes/açaí (+34,6%) Frigoríficos (+31,3%) Mais categorias por cliente Supermercados (7,6) Sorvetes/açaí (5,9) Distribuição congelados (5,2) Leitura: Supermercados é o segmento mais "saudável" — alta frequência, mix largo, recorrência alta — mas é o único grande em queda. Cozinha industrial, Lavanderias e Metalúrgica têm o dobro do ticket médio da empresa e bases minúsculas (13, 6 e 10 clientes) — são os perfis com maior valor unitário e menor cobertura. Bloco 4 — Principais produtos e categorias por segmento Supermercados (623 compradores) Categoria Compradores % do segmento Quantidade Faturamento Luvas descartáveis 311 49,9% 303.442 R$ 5,02 mi Calçado térmico microfibra/couro 400 64,2% 29.394 R$ 4,56 mi Moletons 349 56,0% 45.244 R$ 2,79 mi Vestimentas nylon customizadas 330 53,0% 11.120 R$ 2,01 mi Malha de aço (luvas) 310 49,8% 6.009 R$ 1,49 mi Japonas 118 18,9% 9.803 R$ 1,03 mi Luvas térmicas 388 62,3% 14.924 R$ 0,97 mi Calça nylon 297 47,7% 10.295 R$ 0,92 mi Calçados couro não térmicos 37 5,9% 7.149 R$ 0,68 mi Capuzes 384 61,6% 28.179 R$ 0,48 mi Descartáveis TNT 288 46,2% 54.688 R$ 0,44 mi Moletons customizados 15 2,4% 5.361 R$ 0,40 mi Frigoríficos (234): vestimentas customizadas 110 clientes/R$ 1,50 mi · japonas 68/R$ 1,27 mi · moletons 44/R$ 0,90 mi · calçado térmico 42/R$ 0,77 mi · calça nylon 60/R$ 0,72 mi · meias 43 clientes mas 68.930 peças/R$ 0,35 mi · capuzes 90/R$ 0,31 mi · malha de aço 20/R$ 0,19 mi. Revenda de EPI (331): capuzes 168 clientes/ 166.989 peças /R$ 1,88 mi · japonas 115/R$ 1,26 mi · malha de aço 91/R$ 1,07 mi · calça nylon 80/R$ 0,44 mi · meias 87/61.110 peças/R$ 0,37 mi · moletons 38/R$ 0,37 mi · sapatilhas helanca 17/27.030 peças/R$ 0,16 mi. Armazém/transporte refrigerado (131): calçado térmico 72 clientes (55%)/R$ 0,93 mi · japonas 52/R$ 0,57 mi · vestimentas customizadas 41/R$ 0,38 mi · moletons 32/R$ 0,22 mi · calça nylon 44/R$ 0,20 mi. Laticínios (73): japonas 36/R$ 0,45 mi · moletons 28/R$ 0,36 mi · vestimentas customizadas 14/R$ 0,31 mi · calçado térmico 12/R$ 0,26 mi. Sorvetes/açaí (74): calçado térmico 49 clientes (66%)/R$ 0,42 mi · japonas 55/R$ 0,13 mi · moletons 22/R$ 0,085 mi. Cozinha industrial (13): japonas 6/R$ 0,15 mi · calçado térmico 2 clientes/R$ 0,14 mi · moletons 5/R$ 0,074 mi. A matriz completa com 587 linhas (todos os segmentos × todas as categorias, com penetração, quantidade e valor médio por comprador) está no arquivo: matriz_segmento_categoria_12m.csv — 587 registros Bloco 5 — Concentração por segmento e produtos de nicho Categorias com concentração extrema Categoria Faturamento 12m Segmento dominante Concentração Luvas descartáveis R$ 5,04 mi Supermercados 99,8% Descartáveis TNT R$ 0,45 mi Supermercados 97,7% Malha de aço (importada) R$ 2,84 mi Supermercados 52,4% + Revenda 37,4% 89,8% Aventais/impermeáveis R$ 0,46 mi Supermercados 77,1% Calçados couro não térmicos R$ 1,02 mi Supermercados 66,5% Capuzes R$ 3,15 mi Revenda de EPI 59,7% Sapatilhas helanca R$ 0,58 mi Lavanderias 47,6% + Revenda 27,0% 74,6% Moletons customizados R$ 0,92 mi Supermercados 43,8% + Distrib. congelados 13,8% 57,6% Produtos fortes em nicho, fora do top geral Sapatilha helanca azul marinho solado pigmentado — R$ 274.928 em 12 meses com apenas 2 clientes , ambos lavanderias. É metade do faturamento de lavanderias. Risco de concentração extremo e, ao mesmo tempo, prova de conceito para um segmento com 19 cadastros ativos e só 6 compradores. Luva corte 5 nitrílica Kalipso Sonora — R$ 215.333 com 5 clientes . Representa 75% de toda a categoria de luvas de alta performance. Produto de alto valor absolutamente inexplorado. Sapato preto amarrar couro bico de aço — R$ 376.269 com 9 clientes e 77 notas. Recompra frequente dentro de pouquíssimas contas. Calça de moletom verde bandeira — R$ 288.765 com 2 clientes . Cor fora do padrão, ticket alto. Japona térmica nylon branca 300G — R$ 290.357 com 14 clientes. A versão branca performa muito acima do que sua base de clientes sugere. Luva/mangote de corte alimentício — R$ 90.853 totais, dos quais R$ 40.080 em apenas 2 frigoríficos (de 234). Produto tecnicamente obrigatório em desossa, com penetração de 0,9% no segmento que mais precisa dele. Luva de alta tensão 20kV e cinta lombar — base larga (207 e 91 clientes) com ciclos de 203 e 145 dias. São produtos de reposição anual que ninguém está acompanhando por calendário. Bloco 6 — Produtos de alta recorrência Base: 24 meses, para capturar dois ciclos completos. Produto Clientes recorrentes Intervalo médio Recompras Segmentos que mais recompram Luva vinil descartável 310 44 dias 4.574 Supermercados (99,8%) Malha de aço curta (importada) 195 53 dias 368 Supermercados, Revenda Botina térmica branca microfibra 407 60 dias 3.720 Supermercados, Armazém refrig. Touca TNT descartável 250 69 dias 869 Supermercados Japona light nylon 150G 148 68 dias 714 Supermercados, Armazém refrig. Calça light nylon 150G 109 76 dias 454 Supermercados Blusa de moletom branca 434 79 dias 2.650 Supermercados, Frigoríficos Capuz ninja moletom simples 62 80 dias 276 Revenda de EPI Avental vinil c/ cordão 311 84 dias 1.892 Supermercados Meião térmico algodão cru 479 85 dias 2.480 Supermercados, Frigoríficos Coturno térmico branco velcro 162 86 dias 588 Supermercados Japona térmica nylon 200G 181 86 dias 728 Frigoríficos, Revenda Capuz ninja moletom duplo 428 99 dias 1.839 Supermercados, Revenda Luva Thermagrip azul 461 98 dias 1.871 Supermercados Capuz ninja tricotado lã 285 103 dias 939 Revenda, Supermercados Calça nylon 250G forro soft 193 111 dias 622 Supermercados Cinta lombar ergonômica 34 145 dias 56 Supermercados Luva baixa tensão 2,5kV 49 185 dias 78 Supermercados Luva alta tensão 20kV 98 203 dias 160 Supermercados Três camadas de ciclo ficam claras: consumíveis de 44–60 dias (descartáveis, botina), vestuário de 80–110 dias e EPI técnico de 150–200 dias . Hoje a abordagem comercial trata todos igual — há ganho direto em disparar contato na janela de cada camada. Bloco 7 — Primeira compra e o que vem depois Categorias de entrada (clientes cujo primeiro faturamento ocorreu a partir de abr/2025) Categoria Novos clientes na 1ª compra Valor da 1ª compra Ticket de entrada Capuzes 252 R$ 291.976 R$ 1.159 Japonas 224 R$ 780.610 R$ 3.485 Calça nylon 169 R$ 413.269 R$ 2.445 Meias 162 R$ 82.510 R$ 509 Luvas térmicas 149 R$ 274.039 R$ 1.839 Calçado térmico 132 R$ 608.438 R$ 4.609 Vestimentas customizadas 118 R$ 1.239.990 R$ 10.508 Malha de aço 104 R$ 414.759 R$ 3.988 Moletons 91 R$ 532.044 R$ 5.846 Luvas térmicas importadas 85 R$ 87.860 R$ 1.034 Capuz, meia e luva térmica são os abre-portas (volume de entradas alto, ticket baixo). Vestimenta customizada é o oposto : entra em menos contas, mas com ticket 9× maior — é o produto que define o tamanho do cliente desde o primeiro pedido. O que entra só na recompra (cross-sell natural) Categoria Clientes que compraram depois Entrou só na recompra Capuzes 219 116 Meias 143 87 Japonas 166 74 Calça nylon 135 71 Calçado térmico 121 62 Vestimentas customizadas 115 52 Luvas térmicas 125 45 Luvas térmicas importadas 73 42 Moletons 86 38 Malha de aço 104 35 Capuz, meia, japona e calça são as categorias que mais frequentemente não estavam na primeira compra e aparecem depois. Antecipá-las na segunda visita é o movimento de maior probabilidade de conversão da carteira. Bloco 8 — Combinações frequentes e lacunas de mix Pares que andam juntos Par de categorias Clientes em comum Força da associação Luvas descartáveis → Moletons 301 92,6% de quem compra luva compra moletom Descartáveis TNT → Luvas descartáveis 287 92,3% Descartáveis TNT → Moletons 284 91,3% Descartáveis TNT → Aventais 274 88,1% Aventais → Moletons 297 83,4% Aventais → Luvas descartáveis 287 80,6% Luvas térmicas → Capuzes 469 75,0% Calça nylon → Capuzes 529 72,3% Japonas → Calça nylon 473 70,0% Luvas térmicas → Meias 419 67,0% Meias → Calçado térmico 524 66,5% Capuzes → Meias 647 65,6% Malha de aço → Capuzes 301 65,6% Existem dois clusters nítidos: o "kit higiene supermercado" (descartáveis + TNT + avental + moletom), com associação acima de 80% — quem tem um quase sempre tem os quatro; e o "kit frio" (japona + calça + capuz + meia + calçado), com associação de 65–75%. Lacunas concretas (grupos que compram A e deixam de comprar B) Lacuna Clientes na lacuna Compram calçado térmico e não compram luva descartável 450 Compram capuz e não compram meia 339 Compram capuz e não compram calçado térmico 442 Compram malha de aço e não compram calçado térmico 187 Compram moletom e não compram descartáveis TNT 330 Frigoríficos que não compram moletom 190 de 234 Frigoríficos que não compram calçado térmico 192 de 234 Frigoríficos que não compram malha de aço 214 de 234 A lacuna de calçado térmico × luva descartável é a maior em valor: luva descartável é o 2º produto da casa (R$ 5,02 mi), vendida a 311 clientes — e 450 compradores de botina, do mesmo perfil, não a compram. Bloco 9 — Efeito do mix de categorias por cliente Faixa de mix Clientes Faturamento Faturamento médio/cliente Ticket médio/NF Notas/cliente Anos de carteira 1 categoria 518 R$ 4,62 mi R$ 8.914 R$ 4.496 2,0 2,7 2–3 categorias 477 R$ 6,73 mi R$ 14.118 R$ 4.334 3,3 3,1 4–6 categorias 412 R$ 11,77 mi R$ 28.557 R$ 5.414 5,3 3,6 7–10 categorias 282 R$ 11,69 mi R$ 41.456 R$ 4.585 9,0 4,0 11+ categorias 250 R$ 13,80 mi R$ 55.190 R$ 3.981 13,9 4,7 A relação é forte e monotônica para faturamento, frequência e permanência: cada degrau de mix multiplica o valor do cliente — de R$ 8,9 mil (1 categoria) para R$ 55,2 mil (11+), um fator de 6,2×, com 7× mais pedidos e 2 anos mais de permanência na carteira. Nuance importante: o ticket médio por nota não acompanha — chega ao pico em 4–6 categorias (R$ 5.414) e cai no topo (R$ 3.981). Mix não gera notas maiores; gera notas mais frequentes e relação mais longa. A meta comercial correta é ampliar mix para aumentar frequência, não para inflar o pedido. E o ponto de maior alavancagem: 995 clientes (51% da base compradora) estão em 1–3 categorias e respondem por apenas 23% do faturamento. Bloco 10 — Crescimento e queda por período Categorias — 3, 6 e 12 meses Categoria 3m (jul–set 26 vs 25) 6m (abr–set 26 vs 25) 12m Vestimentas nylon customizadas +61,7% +4,6% −2,6% Macacão nylon +149,7% +67,4% +28,0% Moletons customizados +82,6% +77,1% +80,7% Luvas alta performance +44,3% +153,9% +34,1% Meias +29,1% +23,2% +11,6% Calçado térmico microfibra/couro +21,9% +19,2% +20,0% Luvas térmicas importadas +15,2% +30,4% +39,5% Japonas +9,7% +13,1% +14,1% Calça nylon +15,3% +7,0% +12,2% Capuzes +3,5% +20,1% +13,3% Calçados couro não térmicos −12,9% +4,6% +19,7% Luvas descartáveis −8,7% −23,0% −6,2% Moletons −13,2% −5,6% +13,9% Luvas térmicas (fab. própria) −16,5% −25,3% −27,8% Malha de aço (importada) −45,8% −33,0% +7,3% Sapatilhas helanca −40,4% −51,0% −37,4% Propé −40,4% −57,4% −62,2% Malhas de aço (revenda nacional) +0,7% −46,1% −88,9% Descartáveis (linha DS1) −94,5% −91,0% −85,2% Luvas sem suporte têxtil −43,2% −45,0% −46,3% Segmentos — 3, 6 e 12 meses Segmento 3m 6m 12m Sorvetes e açaí +90,1% +71,1% +34,6% Metalúrgica +67,3% +142,6% +86,5% Frigoríficos +37,8% +25,8% +31,3% Laticínios +35,2% +19,1% +18,4% Ind. alimento não perecível +23,3% +15,8% +25,8% Transporte rodoviário +35,5% −3,8% +25,3% Ind. congelados +15,1% −4,2% −12,0% Revenda de EPI +0,6% +11,0% +0,6% Supermercados −6,9% −19,3% −2,5% Armazém/transp. refrigerado −38,1% +5,9% +6,7% Cozinha industrial −28,8% +44,2% −14,3% Pescados −31,0% −32,6% −19,1% Construção civil −64,7% −10,2% −35,7% Serviços a domicílio −11,9% +28,2% −76,1% Três sinais de atenção: Supermercados cai em todos os horizontes , com −19,3% no semestre — e é 46,5% do faturamento. Armazém refrigerado despencou 38% no trimestre após crescer no semestre, sinal de perda de contas pontuais e específicas. Malha de aço nacional praticamente desapareceu (−88,9%) sem compensação integral na importada (+7,3%): o combinado da família caiu 7,6% — houve troca de origem com perda de faturamento, não ganho. Bloco 11 — Sazonalidade de outubro, novembro e dezembro Padrão da empresa Mês 2024 2025 Variação a/a Setembro R$ 4,05 mi R$ 4,25 mi +4,8% Outubro R$ 4,01 mi R$ 4,59 mi +14,4% Novembro R$ 3,61 mi R$ 4,39 mi +21,5% Dezembro R$ 3,04 mi R$ 3,19 mi +4,8% 4º trimestre R$ 10,66 mi R$ 12,16 mi +14,1% O padrão é consistente nos dois anos: outubro é um dos melhores meses do ano , novembro recua levemente (−4,3% em 2025, −9,9% em 2024) e dezembro cai forte (−30,5% vs. outubro em 2025, −15,8% em 2024). O 4º trimestre é 7 a 10% menor que o 3º — o pico real da Qualiflex é julho–setembro, não o fim do ano. A desaceleração começa na segunda quinzena de novembro e se consolida em dezembro. Categorias que crescem no 4º trimestre Base: participação dos meses out+nov+dez no biênio 2024–2025, contra a referência de 25%. Categoria Participação do 4T Índice vs. média Moletons customizados 44,0% 1,76× Luvas descartáveis 38,5% 1,54× Luva/mangote corte alimentício 30,5% 1,22× EPIs calor alimentício 29,2% 1,17× Propé 28,4% 1,14× Botas PVC simples 28,3% 1,13× Calça nylon 27,9% 1,12× Meias 27,5% 1,10× Japonas 27,3% 1,09× Moletons 27,2% 1,09× Categorias que caem no 4º trimestre Categoria Participação do 4T Índice vs. média Sapatilhas helanca 10,6% 0,42× Luvas alta performance 16,8% 0,67× Vestimentas nylon customizadas 17,8% 0,71× Calçados couro não térmicos 18,4% 0,74× Luvas sem suporte têxtil 19,3% 0,77× Malhas de aço nacionais 18,9% 0,76× Segmentos que aumentam compras no 4T Segmento 4T/2024 4T/2025 Variação Supermercados R$ 4,87 mi R$ 6,60 mi +35,6% Frigoríficos R$ 1,13 mi R$ 1,56 mi +38,0% Sorvetes e açaí R$ 0,27 mi R$ 0,33 mi +24,2% Ind. alimento não perecível R$ 0,18 mi R$ 0,31 mi +71,7% Revenda de EPI R$ 1,57 mi R$ 1,48 mi −5,7% Armazém refrigerado R$ 0,76 mi R$ 0,58 mi −23,7% Supermercados e Frigoríficos são os motores do 4T , puxados pela reposição de fim de ano e pelo pico de movimento das lojas. A movimentação começa a aparecer já na última semana de setembro e o volume de pedidos se concentra em outubro . Comparação com 2026 Outubro/2026 tem apenas 3 dias úteis apurados (R$ 486 mil) — não é comparável. O que o histórico permite dizer: o 3º trimestre de 2026 fechou em R$ 13,34 mi, praticamente igual ao de 2025 (R$ 13,17 mi, +1,2%). Mantida a razão 4T/3T observada nos dois anos anteriores (0,90 a 0,92), o 4º trimestre de 2026 deve ficar entre R$ 12,0 e 12,3 mi — ou seja, estável contra 2025, sem repetir o salto de +14,1% que houve de 2024 para 2025. Para superar isso, a ação de outubro precisa ser deliberada. Bloco 12 — Comportamento por estado e região UF Clientes Faturamento Ticket médio Notas/cliente Categorias/cliente SP 725 R$ 21,39 mi R$ 4.603 6,4 5,1 MG 155 R$ 3,72 mi R$ 5.304 4,5 3,8 RJ 162 R$ 3,55 mi R$ 3.827 5,7 4,8 PE 70 R$ 1,79 mi R$ 4.586 5,6 5,9 PR 116 R$ 1,77 mi R$ 3.483 4,4 3,5 SC 94 R$ 1,74 mi R$ 3.622 5,1 2,7 BA 81 R$ 1,65 mi R$ 3.998 5,1 6,1 GO 51 R$ 1,54 mi R$ 5.321 5,7 3,9 MT 78 R$ 1,40 mi R$ 4.438 4,0 4,6 AM 22 R$ 1,28 mi R$ 13.195 4,4 6,0 ES 43 R$ 1,08 mi R$ 5.336 4,7 4,0 PA 35 R$ 0,93 mi R$ 4.699 5,7 3,9 CE 37 R$ 0,90 mi R$ 3.479 7,0 7,1 PB 27 R$ 0,88 mi R$ 5.225 6,3 5,9 RN 13 R$ 0,69 mi R$ 9.082 5,8 6,2 RS 66 R$ 0,67 mi R$ 2.610 3,9 2,4 MS 42 R$ 0,62 mi R$ 2.864 5,1 4,2 DF 24 R$ 0,58 mi R$ 4.009 6,0 4,7 TO 14 R$ 0,46 mi R$ 7.397 4,4 5,1 SE 10 R$ 0,23 mi R$ 3.895 5,9 7,8 Observações relevantes: São Paulo concentra 44% do faturamento com 37% dos clientes. Dependência geográfica alta. O Norte tem o maior ticket do país : Amazonas R$ 13.195 (2,9× a média nacional) com 22 clientes, e Tocantins R$ 7.397. São operações grandes, provavelmente frigoríficos e pescados, compradas em poucos pedidos de volume. O Nordeste tem o mix mais largo — Sergipe 7,8 categorias por cliente, Ceará 7,1, Alagoas 6,9, Rondônia 6,9, Bahia 6,1 — muito acima de São Paulo (5,1). Lá os clientes compram a linha completa. O Sul é a maior anomalia da análise. Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná — a região mais fria do país, mercado natural para vestuário térmico — têm os menores tickets (R$ 2.610, R$ 3.622 e R$ 3.483) e o mix mais estreito (2,4, 2,7 e 3,5 categorias). O RS fatura R$ 670 mil com 66 clientes, menos que o Amazonas com 22. Isso aponta para cobertura comercial fraca ou concorrência local estabelecida, não para ausência de demanda. Bloco 13 — Comportamentos fora da média que merecem investigação Malha de aço nacional caiu 88,9% (R$ 486 mil → R$ 54 mil) e a importada subiu apenas 7,3%. A família perdeu R$ 239 mil líquidos. Houve troca de origem com destruição de valor, ou perda de contas para concorrência — precisa ser apurado item a item. Linha de descartáveis DS1 caiu 85,2% enquanto a TNT caiu 12,1% e a de vinil 6,2%. Queda isolada demais para ser mercado; parece descontinuação ou substituição interna. Luvas térmicas de fabricação própria caíram 27,8% ao mesmo tempo que as térmicas importadas subiram 39,5%. Canibalização interna com margem provavelmente pior. Armazém refrigerado: −38,1% no trimestre depois de +5,9% no semestre. Virada brusca em um segmento com 78,6% de recorrência — sinal de perda de 1 ou 2 contas grandes. Propé: −62,2% em 12 meses e −57,4% no semestre. Queda contínua, sem recuperação em nenhum horizonte. Sapatilhas helanca: −37,4% no ano, com 2 clientes respondendo por metade do faturamento de lavanderias. Concentração de risco crítica em produto já em queda. Lavanderias com 100% de recorrência e ticket de R$ 8.829, mas só 6 clientes de 19 cadastrados. Melhor comportamento de compra de toda a base, menor cobertura. Segmento "Outros": 775 cadastros ativos, 39 compradores, R$ 242 mil. Massa cadastral sem segmentação — invisível para qualquer campanha dirigida. Clientes de 11+ categorias têm o menor ticket por nota da base (R$ 3.981 contra R$ 5.414 na faixa de 4–6). Compram muito e muito fraccionado — há custo logístico embutido que vale medir. Luva/mangote de corte alimentício em apenas 2 frigoríficos de 234. Produto de proteção contra corte, em segmento de desossa. Penetração de 0,9% é anomalia comercial, não de mercado. Bloco 14 — Oportunidades comerciais na carteira atual # Oportunidade Base quantificada Potencial estimado 1 Reativar carteira inativa — 766 clientes que compraram no ano anterior e nada nos últimos 12 meses (271 supermercados, 175 revendedores) R$ 6,32 mi de faturamento perdido Recuperar 25% = R$ 1,6 mi 2 Conter clientes em queda — 323 clientes com retração acima de 40% R$ 7,05 mi de retração Reverter 30% = R$ 2,1 mi 3 Luva descartável para compradores de botina — 450 clientes do mesmo perfil sem a categoria Valor médio R$ 16.153/comprador 25% de conversão = R$ 1,8 mi 4 Moletom customizado em supermercados — penetração de 2,4% (15 de 623), valor médio R$ 26.980 Categoria crescendo +80,7% 25% = R$ 4,1 mi 5 Calçado couro não térmico em supermercados — penetração de 5,9%, valor médio R$ 18.355 Categoria crescendo +19,7% 25% = R$ 2,7 mi 6 Moletom e calçado térmico em frigoríficos — 190 e 192 clientes sem a categoria, valor médio R$ 20,4 mil e R$ 18,4 mil Segmento crescendo +31,3% 25% = R$ 1,9 mi 7 Elevar mix de 995 clientes de 1–3 categorias — hoje 51% da base e 23% do faturamento Cada degrau de mix dobra o valor do cliente Subir 200 clientes para 4–6 = R$ 2,9 mi 8 Ativar cadastro adormecido — 4.600+ clientes ativos sem compra; foco em Ind. alimento não perecível (17,7%), Restaurantes (16,4%), Açougues (14,7%) Segmentos com crescimento de 2 dígitos — 9 Agenda de reposição por ciclo — contato programado em 44, 60, 85 e 200 dias conforme o produto 479 clientes recorrentes em meião, 461 em luva térmica, 434 em moletom Ganho de frequência 10 Reestruturar o Sul — RS, SC e PR com mix de 2,4–3,5 categorias e ticket 25% abaixo da média 276 clientes, R$ 4,18 mi Igualar o mix nacional = +R$ 1,5 mi 11 Replicar o nicho de lavanderias — 100% de recorrência, ticket R$ 8.829, só 6 de 19 cadastros Modelo comprovado — 12 Antecipar o cross-sell natural — capuz, meia, japona e calça entram tarde; levá-los à segunda visita 116, 87, 74 e 71 casos de entrada tardia Encurtar o ciclo de maturação Ação imediata de calendário: outubro é o mês mais forte do 4º trimestre e a janela fecha na segunda quinzena de novembro. As categorias com índice sazonal mais alto (moletom customizado 1,76×, luva descartável 1,54×, EPI de calor alimentício 1,17×) devem ser o foco das próximas seis semanas, sobre supermercados e frigoríficos — os dois segmentos que mais crescem no 4T. Resumo — os 10 achados mais relevantes 1. O crescimento parou e é sustentado por aquisição, não por carteira. Faturamento de R$ 48,64 mi (+4,1% em 12 meses), mas o acumulado do ano caiu de +17,4% (2025) para +1,1% (2026). Em 12 meses entraram 556 clientes novos (R$ 6,86 mi) e saíram 766 (R$ 6,32 mi): perda líquida de 210 clientes com faturamento estável. 2. Metade do faturamento está em um segmento que está caindo. Supermercados = 46,5% do total e cai em todos os horizontes: −6,9% no trimestre, −19,3% no semestre, −2,5% no ano. Nenhum outro segmento grande compensa esse peso. 3. Frigoríficos é o motor de crescimento: +31,3% no ano, +37,8% no trimestre (R$ 6,60 mi), puxado por vestimenta customizada (R$ 1,50 mi) e japonas (R$ 1,27 mi) — e com as três maiores lacunas de penetração da base (moletom, calçado térmico e malha de aço ausentes em mais de 80% dos clientes). 4. Mix de categorias é o maior preditor de valor do cliente — e 51% da base está no piso. De 1 para 11+ categorias, o cliente passa de R$ 8,9 mil para R$ 55,2 mil por ano (6,2×), com 7× mais pedidos e 2 anos mais de permanência. Há 995 clientes em 1–3 categorias respondendo por só 23% do faturamento. 5. R$ 13,4 mi de faturamento em risco ou já perdido na própria carteira : R$ 6,32 mi em 766 clientes que pararam de comprar e R$ 7,05 mi de retração em 323 clientes em queda. É o maior ativo comercial disponível e não exige prospecção. 6. 71% do cadastro ativo não compra. 6.573 clientes ativos, 1.939 compradores. Indústria de alimento não perecível tem 17,7% de ativação (crescendo +25,8%), açougues 14,7% (+57,9%), restaurantes 16,4% — e o bolsão "Outros" tem 775 cadastros com 5% de ativação e nenhuma segmentação. 7. O Sul é a maior anomalia geográfica. RS, SC e PR — a região mais fria do país — têm o menor ticket nacional (R$ 2.610 a R$ 3.622) e o mix mais estreito (2,4 a 3,5 categorias, contra 5,1 em SP e 7,8 em SE). O RS fatura menos com 66 clientes do que o Amazonas com 22. Já o Nordeste e o Norte, climaticamente improváveis, têm o mix mais largo e os maiores tickets (AM: R$ 13.195). 8. Existem dois clusters de compra muito nítidos, e a lacuna entre eles vale R$ 1,8 mi. O "kit higiene supermercado" (descartáveis + TNT + avental + moletom) tem associação acima de 80%; o "kit frio" (japona + calça + capuz + meia + calçado), de 65 a 75%. Porém 450 compradores de botina térmica não compram luva descartável — o 2º maior produto da casa, com valor médio de R$ 16,2 mil por comprador. 9. A recorrência tem três camadas de ciclo e nenhuma está sendo trabalhada por calendário : consumíveis de 44–60 dias (luva descartável 44 dias/310 clientes recorrentes; botina 60 dias/407), vestuário de 80–110 dias (meião 85 dias/479 recorrentes; moletom 79 dias/434) e EPI técnico de 150–200 dias (luva alta tensão 203 dias/98 clientes). Produtos de reposição semestral com base larga simplesmente não recebem contato na janela. 10. O 4º trimestre não é o pico do ano, e outubro é o mês decisivo. O 4T fica 7 a 10% abaixo do 3T nos dois anos analisados; outubro é um dos melhores meses, novembro recua pouco e dezembro cai 15 a 30%. O 4T/2026 deve ficar entre R$ 12,0 e 12,3 mi — estável contra 2025, sem repetir o salto de +14,1% de 2024→2025. As categorias com maior índice sazonal são moletom customizado (1,76×) e luva descartável (1,54×), ambas em supermercados e frigoríficos, os dois segmentos que mais crescem no período. Quer que eu monte um painel de BI com a visão de lacunas por cliente — quem compra o quê, o que falta e o potencial de cada conta — para a equipe comercial trabalhar a carteira nas próximas seis semanas? Apolo 06/10/2026, 09:56 Consigo, sim. Vou montar o PDF — só preciso recuperar os números das últimas seções da análise antes de fechar o documento. Infelizmente não — neste canal eu não consigo gerar um arquivo PDF. Não tenho como montar o documento formatado e fechá-lo em PDF aqui. O que eu consigo fazer, se você quiser: Gerar um arquivo de relatório pronto para impressão (formato de página web, com todas as tabelas montadas). Você abre, dá Ctrl+P e salva como PDF — fica com a mesma aparência de um relatório. Gerar as planilhas em CSV de cada bloco (segmentos, categoria por segmento, estados, carteira inativa, potencial por segmento), que já abrem direto no Excel brasileiro. Só um aviso de transparência: a análise foi longa e eu não guardo o texto inteiro dela na memória da conversa. Para remontar o documento completo eu preciso refazer os levantamentos no sistema — leva alguns minutos, mas garante que todos os números do arquivo sejam conferidos na hora, e não copiados de memória. Se preferir resolver do seu lado, tranquilo também: o caminho mais rápido é copiar a resposta anterior e colar no Word, que preserva as tabelas. Me diz o que prefere: arquivo pronto para imprimir , CSVs por bloco , ou deixa assim . Apolo 06/10/2026, 10:04 Vi no print — o botão de HTML no canto superior direito da conversa, e tem um segundo atalho na barra lateral de ações da mensagem. Boa descoberta, e bem mais prática do que qualquer caminho que eu teria para montar o documento: exporta a sessão inteira já com as tabelas formatadas, e dali você edita ou salva como PDF pelo navegador. Anotei a dica. Quando alguém me pedir um relatório fechado em arquivo, vou lembrar de apontar esse caminho primeiro. Obrigado pelo retorno, e qualquer coisa é só chamar. Apolo 06/10/2026, 12:29 Estou aqui, sim — e você tem razão: a mensagem anterior não chegou até mim . O último conteúdo que recebi foi a sua dica do botão de HTML na interface, com o print anexado. O que eu consigo ver é que o arquivo "apolo metodologia1.pdf" (cerca de 5 MB) foi enviado hoje às 12h26, então o anexo subiu normalmente. O que não chegou foi o texto do prompt que acompanhava ele. Como quer seguir? Reenvie só o texto das instruções — o PDF já está disponível aqui, não precisa anexar de novo. Ou, se preferir, eu já começo lendo o PDF e te digo o que entendi dele, e você complementa o que falta. Me diz qual caminho e sigo na hora. Apolo 06/10/2026, 12:31 Vou ler o documento antes de qualquer coisa. Recebi o arquivo normalmente, mas não consegui ler o conteúdo dele . O motivo: o PDF foi montado no CorelDRAW e o texto está como desenho (curvas), não como texto selecionável. Para mim ele chega como 14 páginas em branco — não há uma linha sequer que eu consiga extrair. E a leitura visual de PDF não está habilitada neste ambiente, então também não dá para "enxergar" as páginas. Ou seja: a ideia era ótima, mas esse formato específico não me serve de fonte. Três caminhos, do mais rápido ao mais completo 1. O próprio botão de HTML que você descobriu — esse é o melhor atalho. Salve a exportação da sessão como arquivo .html (ou .txt ) e me envie. HTML e texto eu leio inteiro, com tabelas e tudo. É literalmente a solução que você mesmo achou, só que entregue no formato cru em vez de passar pelo Corel. 2. Colar o texto da análise direto numa mensagem, ou enviar como .docx / .txt / .md . Qualquer um desses eu leio. 3. Eu refaço os levantamentos no sistema. Leva mais tempo, mas tem uma vantagem real: os números saem conferidos agora, e os blocos novos que você está pedindo (carteira inativa aberta por produto e região, janelas de recompra, matriz de cross-sell) exigem consulta nova de qualquer jeito — eles não existiam na análise anterior, que só trazia os totais consolidados. Dois avisos antes de você escolher Sobre o bloco 9 (margem, devoluções, prazo, reclamações): margem e rentabilidade por produto, índice de reclamações e prazo de produção não estão disponíveis para mim nas bases que acesso. Devoluções e estoque eu consigo. Vou marcar explicitamente o que ficar sem dado em vez de estimar. Sobre o bloco 10 (dúvidas, objeções, atendimentos): não existe base de atendimento, CRM conversacional ou registro de reclamações acessível aqui. O que dá para fazer é algo próximo — padrões de erro de especificação visíveis nas devoluções e nas trocas de produto, e os motivos registrados nelas. É menos do que você pediu, e prefiro avisar antes a entregar achado inventado. Minha sugestão: me manda o HTML da sessão (resolve a parte 1, o contexto) e eu já sigo para os levantamentos novos dos blocos 1 a 8 e 11, que precisam de consulta de qualquer forma. Se preferir que eu comece a consultar agora mesmo, sem esperar o arquivo, é só dizer "pode começar" — eu toco os blocos na ordem que você numerou. Apolo 06/10/2026, 12:37 Vou localizar o arquivo novo e tentar a leitura. Apolo 06/10/2026, 12:38 Vou tentar ler o arquivo agora. Chegou normalmente — mas ainda não consegui ler o conteúdo . E agora sei exatamente o motivo. O que aconteceu O arquivo tem 26 páginas e foi gerado pelo "Microsoft Print to PDF" . Esse é o detalhe que estraga tudo: ele funciona como uma impressora de verdade, ou seja, transforma a página numa imagem do que seria o papel. O texto deixa de existir como texto — vira figura. Por isso o arquivo tem quase 6 MB para 26 páginas, e por isso ele chega até mim completamente vazio. E a leitura visual de PDF (onde eu "olharia" a página como uma imagem) não está habilitada neste ambiente. Então não há como contornar por esse lado. O ajuste de um clique Se quiser tentar mais uma vez, é só trocar uma opção na janela de impressão do Chrome: No campo Destino , troque "Microsoft Print to PDF" por "Salvar como PDF" . São parecidos no nome, mas fazem coisas opostas: o "Salvar como PDF" é do próprio Chrome e preserva o texto, o arquivo fica pequeno (uns 300 KB) e eu leio tudo, tabelas inclusive. Alternativas que também funcionam, se preferir não mexer nisso: colar o texto direto numa mensagem, ou enviar como .txt , .docx ou .md . Mas tem uma coisa que vale você considerar Olhando friamente o que você pediu nos blocos 1 a 11: a maior parte exige consulta nova de qualquer forma. A análise anterior trazia os totais consolidados — 766 clientes inativos, 323 em queda, 995 de baixo mix — mas não a abertura por produto, região, janela de recompra e matriz de afinidade que você está pedindo agora. Isso nunca foi levantado. Então o PDF me pouparia apenas de reconstruir o contexto de fundo, que é a menor parte do trabalho. Minha sugestão: diga "pode começar" e eu toco os blocos na ordem que você numerou, buscando os dados direto no sistema. Vai levar alguns minutos, mas sai tudo conferido na hora — e você não precisa lutar mais com conversão de arquivo. Mantidos os dois avisos de antes: margem, rentabilidade por produto, prazo de produção e registro de reclamações não existem nas bases que eu acesso (bloco 9 sai parcial), e não há base de atendimento ou CRM conversacional para o bloco 10 — o mais próximo que consigo é ler os padrões de erro de especificação nas devoluções e trocas. Me diz como seguir. Apolo 06/10/2026, 12:41 Vou tentar ler o arquivo agora. O arquivo funcionou desta vez. Vou ler o conteúdo completo. O texto do PDF saiu num bloco único. Vou ler direto do arquivo, por páginas. O texto saiu desta vez, mas o arquivo ficou pouco acima do limite que consigo carregar de uma vez. Não vou insistir nele: como avisei, os blocos 1 a 11 exigem consulta nova de qualquer forma. Começo agora pelos levantamentos. Bloco 1 — carteira inativa e clientes em queda. Agora a perda por categoria e a matriz de afinidade entre categorias. Bloco 2 (baixo mix) e Bloco 3 (frigoríficos). Bloco 4 — supermercados e moletons customizados. Bloco 5 (segmentos em crescimento) e Bloco 6 (armazém/transporte refrigerado). Bloco 7 (ciclos de recompra) e a série trimestral para sustentar sazonalidade. Bloco 9 (devoluções e estoque) e o comportamento de primeira compra. Última rodada: efeito da ampliação de mix e primeira compra. Vou exportar as duas listas operacionais (carteira inativa e janela de recompra). Falta ancorar a sazonalidade por produto. Uma consulta final. Prompt is too long Apolo 06/10/2026, 13:15 Vou por partes então. Começando pelo bloco 1 — a carteira inativa. Ajustando a consulta e rodando de novo. Carteira inativa mapeada. Agora o detalhe de produtos e o que os clientes em queda deixaram de comprar. Agora o cruzamento de afinidade por segmento para os clientes de baixo mix. Agora a evidência longitudinal de ampliação de mix e a lista dos maiores clientes inativos. Carteira mapeada. Vou gerar as listas nominais para trabalho comercial. Parte 1 — Carteira inativa, clientes em queda e baixo mix Período analisado: últimos 12 meses fechados = out/2025 a set/2026 . Comparativo: out/2024 a set/2025 . Receita por notas de venda (produção própria + revenda), sem bonificação e sem remessa. Correção de universo (importante): ao refazer o levantamento sem o corte de segmentos pequenos que existia na Etapa 1, os números corretos são: Coorte Etapa 1 Agora (correto) Clientes inativos 766 cli / R$ 6,32 mi 829 cli / R$ 6,46 mi Clientes em retração > 40% 323 cli / R$ 7,05 mi 332 cli / R$ 7,10 mi Clientes com 1–3 categorias 995 cli 995 cli (confirmado) A diferença é só de cobertura (segmentos menores antes ficavam de fora). Tudo abaixo usa o universo corrigido. Bloco 1 — Os 829 clientes inativos (R$ 6,46 mi de faturamento histórico perdido) 1.1 Por segmento Segmento Clientes Faturamento histórico Ticket médio Notas/cliente Dias sem comprar Recorrentes (≥3 notas) Supermercados 271 R$ 2.956.845 R$ 4.649 2,3 496 54 (R$ 675.612) Revenda de EPI 175 R$ 1.119.755 R$ 3.647 1,8 526 16 (R$ 659.602) Laticínios 29 R$ 382.871 R$ 7.224 1,8 541 — Cozinha industrial 12 R$ 371.151 R$ 18.558 1,7 551 0 Armazém/transp. refrigerado 30 R$ 303.070 R$ 4.152 2,4 501 — Frigoríficos 50 R$ 301.083 R$ 3.203 1,9 521 — Ind. alimento não perecível 40 R$ 189.643 — — — — Outros 28 R$ 184.914 — — — — Sorvetes e açaí 29 R$ 96.015 — — — — Distribuição de congelados 5 R$ 94.496 — — — — Transporte rodov./marítimo 14 R$ 81.073 — — — — Construção civil 13 R$ 78.407 — — — — Agro 9 R$ 40.606 — — — — Pescados 19 R$ 39.805 — — — — Metalúrgica 8 R$ 29.211 — — — — Mais 19 segmentos menores completam o total. Supermercados + Revenda de EPI = 54% dos clientes e 63% do valor perdido. 1.2 Por região UF Clientes Faturamento histórico Ticket médio SP 365 R$ 2.399.245 R$ 3.305 RJ 52 R$ 621.562 R$ 6.984 ES 21 R$ 504.056 R$ 8.691 MG 59 R$ 441.974 — MT 28 R$ 419.878 R$ 6.883 SC 34 R$ 295.307 — PR 45 R$ 237.986 — RS 39 R$ 169.119 — PE 30 R$ 167.856 — GO 15 R$ 166.139 — PA 12 R$ 130.281 R$ 8.685 AM 9 R$ 129.143 R$ 9.225 BA 34 R$ 107.207 — AL 4 R$ 100.462 R$ 9.133 MA 6 R$ 92.664 R$ 10.296 TO 5 R$ 61.124 R$ 10.187 27 UFs, R$ 6.463.666 no total. Leitura: SP concentra o volume (44% dos clientes) mas com o menor ticket da lista — perda pulverizada. Norte/Nordeste e ES têm poucos clientes com ticket 2 a 3× maior: perda concentrada, mais fácil de recuperar cliente a cliente. 1.3 Por porte histórico (faixa de faturamento nos 12m anteriores) Faixa Clientes Faturamento Médio/cliente Notas Dias Recorrentes Compra única A. ≥ R$ 50 mil 18 R$ 1.770.496 R$ 98.361 4,2 533 8 4 B. R$ 20–50 mil 86 R$ 2.392.271 R$ 27.817 2,7 509 25 30 C. R$ 5–20 mil 131 R$ 1.265.375 R$ 9.659 3,0 494 41 44 D. R$ 1–5 mil 366 R$ 910.822 R$ 2.489 1,8 512 31 206 E. < R$ 1 mil 228 R$ 124.700 R$ 547 1,1 540 0 216 104 clientes (faixas A+B) respondem por R$ 4,16 mi — 64% de toda a perda. As faixas D+E somam 594 clientes (72% da lista) e apenas R$ 1,04 mi, com 422 deles tendo comprado uma única vez : não são churn, são compra experimental que nunca virou relação. 1.4 O que esses clientes compravam Categoria Clientes Peças Valor Valor/cliente PC-001 Vestimentas nylon customizadas 164 10.294 R$ 1.521.941 R$ 9.280 PA-F04 Luvas térmicas 258 13.444 R$ 721.228 R$ 2.796 PA-F01 Japonas 248 6.027 R$ 592.566 R$ 2.389 RV-B01 Calçado térmico 151 3.343 R$ 583.264 R$ 3.863 IR-MA1 Malha de aço – luvas 80 2.432 R$ 542.623 R$ 6.783 RV-M01 Moletons 83 7.592 R$ 436.912 R$ 5.264 PS-01 Propé 2 129.300 R$ 341.730 — PA-F05 Capuzes 292 19.426 R$ 339.106 R$ 1.161 PA-F02 Calça nylon 172 — R$ 274.328 R$ 1.595 RV-B02 Calçados couro não térm. 73 — R$ 186.050 — PS-03 Helanca 27 — R$ 130.383 — PM-F07 Meias 189 — R$ 116.801 R$ 618 RV-A01 Malhas de aço 24 — R$ 92.545 — Leitura: capuzes e meias são as categorias com mais clientes inativos, mas o menor valor por cliente — são itens de entrada/reposição, não de relação. Já vestimentas customizadas (R$ 9,3 mil/cliente) e malha de aço (R$ 6,8 mil/cliente) são as categorias de maior valor perdido por cabeça: são produtos de especificação, ou seja, o cliente teve que aprovar modelo, grade e desenho. Perder um cliente desses é perder um ativo técnico já construído. 1.5 Grupos com maior potencial de reativação Critério: comportamento histórico de recorrência (quem voltou várias vezes já provou que o produto funciona na operação dele) combinado com valor . Prioridade 1 — ALTA (≥3 notas e ≥R$ 5 mil): o núcleo recuperável. São clientes que compraram repetidamente, com volume, e pararam. Os 54 supermercados recorrentes (R$ 675.612) e os 16 revendedores de EPI recorrentes (R$ 659.602) somam R$ 1,34 mi em 70 clientes — o melhor alvo da carteira inteira , porque não há risco de produto, só de relacionamento ou de preço. Prioridade 2 — MÉDIA (2 notas ou ≥R$ 20 mil). Inclui os 18 clientes da faixa A: ticket médio de R$ 98 mil e 4,2 notas. Poucos nomes, alto valor, abordagem individual. Prioridade 3 — BAIXA. Os 422 de compra única e os 228 abaixo de R$ 1 mil. Não valem visita; valem campanha de baixo custo (e-mail/WhatsApp em massa). O que o comportamento histórico diz claramente: Cozinha industrial é o grupo mais crítico : 12 clientes, ticket de R$ 18.558 (o maior da base inativa) e zero recorrentes — todos compraram 1 ou 2 vezes grandes e desapareceram. Perfil de compra por projeto/licitação, não de reposição. Reativação exige entender o ciclo, não ligar oferecendo produto. Revenda de EPI tem o maior intervalo médio entre compras (71 dias) e 526 dias de inatividade — tempo mais que suficiente para ter trocado de fornecedor. É a coorte com maior urgência. Supermercados têm intervalo médio de 44 dias : o ciclo natural é curto, então 496 dias de silêncio é uma ruptura clara, não sazonalidade. 1.6 Os 20 maiores nomes inativos Cliente Código Segmento / UF Histórico Notas Última compra Dias SP EQUIPAMENTOS C71517 Revenda EPI / ES R$ 344.820 14 23/07/2025 440 COMISSARIA AEREA RIO DE JANEIRO C15934 Coz. industrial / RJ R$ 221.363 2 24/07/2025 439 COMPANHIA BRASILEIRA DE DISTRIBUICAO C14245 Supermercados / SP R$ 113.490 2 10/02/2025 603 WMS SUPERMERCADOS C13381 Supermercados / SP R$ 99.850 3 16/01/2025 628 COMFRIO SOLUCOES LOGISTICAS C03145 Armazém / SP R$ 89.428 6 31/01/2025 613 DPA COMERCIO C07735 Laticínios / SP R$ 88.501 7 14/04/2025 540 BREEZE SERVICOS C13337 — / RJ R$ 85.750 1 — — SOMA SUPPLY C06650 Revenda EPI / SC R$ 83.542 11 22/09/2025 379 COMERCIAL CARAPA C10295 Supermercados / MT R$ 77.206 — — — WMS SUPERMERCADOS C16470 Supermercados / SP R$ 72.226 — — — SEGALAS ALIMENTOS C15990 — / SC R$ 71.631 6 — — VERDES MARES C06053 Supermercados / AL R$ 70.898 — — — WMS SUPERMERCADOS C16299 Supermercados / SP R$ 68.035 — — — ITAMBE C15749 Laticínios / SP R$ 63.240 — — — WMS SUPERMERCADOS C16097 Supermercados / TO R$ 58.351 — — — PROT-SEG C71207 Revenda EPI / GO R$ 55.942 — — — COMERCIAL CARAPA C10294 Supermercados / MT R$ 54.636 — — — MULTI SERVICE C15173 — / SP R$ 51.587 — — 678 ATACADAO C15887 Supermercados / PA R$ 49.516 — — — GENERAL MOTORS C11083 — / SP R$ 47.758 — — — Dois padrões aparecem aqui: (a) SP Equipamentos (14 notas) e Soma Supply (11 notas) são revendedores com relação madura — a perda deles é a mais anômala da lista e merece diagnóstico imediato; (b) WMS Supermercados aparece 4 vezes com CNPJs diferentes (SP, SP, SP, TO) somando R$ 298 mil — isso é perda de rede, não de loja isolada. Vale checar se a negociação central foi perdida ou se são apenas lojas que migraram para outro CD. Lista nominal completa (829 clientes): carteira_inativa_reativacao.csv — 829 registros com prioridade de reativação, segmento, UF, representante, ticket, intervalo médio entre compras, dias sem comprar e categorias que o cliente comprava. Bloco 2 — Os 332 clientes em retração acima de 40% (R$ 7,10 mi de perda) Esta coorte perde mais que a inativa (R$ 7,10 mi contra R$ 6,46 mi) e é muito menor (332 contra 829 clientes). São clientes ainda ativos — o canal está aberto. 2.1 Segmentos mais afetados Segmento Cli 12m anteriores 12m atuais Perda % retido Notas antes → agora Dias desde últ. Supermercados 115 R$ 4.104.367 R$ 1.685.911 R$ 2.418.456 41,1% 7,7 → 4,9 126 Revenda de EPI 58 R$ 1.913.937 R$ 581.148 R$ 1.332.790 30,4% 7,2 → 2,7 178 Frigoríficos 46 R$ 1.498.674 R$ 509.696 R$ 988.978 34,0% 8,8 → 4,3 149 Armazém/transp. refrig. 21 R$ 1.100.424 R$ 417.008 R$ 683.415 37,9% 7,4 → 3,9 134 Serviços a domicílio 1 R$ 364.628 R$ 9.858 R$ 354.770 2,7% — 6 Ind. alimentos congelados 8 — — R$ 304.664 — — 192 Ind. alim. não perecível 15 — — R$ 199.346 — — — Distrib. de congelados 8 — — R$ 188.505 — — 89 Laticínios 17 — — R$ 184.229 — 4,2 → 2,0 231 Construção civil 4 — — R$ 82.893 — — — Pescados 7 — — R$ 68.680 — — — Sorvetes e açaí 11 — — R$ 62.824 — — — Cozinha industrial 3 — — R$ 62.739 — — 318 Agro 3 — — R$ 57.964 — — — Os quatro primeiros segmentos = 240 clientes e R$ 5,42 mi (76% da perda) . Nota sobre "Serviços a domicílio": 1 cliente, de R$ 364.628 para R$ 9.858, mas comprou há 6 dias . Não é cliente perdido — é mudança de patamar de compra (projeto encerrado ou compra concentrada em outro período). Não entra em plano de recuperação; entra em entendimento de ciclo. 2.2 Mudança de frequência — o sinal mais revelador Segmento Notas antes Notas agora Queda de frequência Frigoríficos 8,8 4,3 −51% Supermercados 7,7 4,9 −36% Armazém/transp. refrig. 7,4 3,9 −47% Revenda de EPI 7,2 2,7 −63% Laticínios 4,2 2,0 −52% Em todos os casos a queda de faturamento é maior que a queda de frequência — o cliente não só compra menos vezes, compra menos por vez. Mas o caso extremo é Revenda de EPI: retém 30,4% do valor com 2,7 notas/ano e 178 dias desde a última compra . Um revendedor que comprava a cada ~50 dias e agora passa 178 dias sem comprar não está com estoque: está comprando de outro . É substituição de fornecedor, não retração de mercado. 2.3 Categorias e produtos que deixaram de ser comprados Categoria Antes Agora Perda Compravam Abandonaram Valor abandonado PC-001 Vestimentas nylon cust. R$ 1.320.056 R$ 273.041 R$ 1.047.015 94 35 R$ 494.433 PA-F01 Japonas R$ 1.563.312 R$ 614.501 R$ 948.810 156 59 R$ 336.872 RV-M01 Moletons R$ 1.336.644 R$ 435.379 R$ 901.264 112 31 R$ 158.074 RV-B01 Calçado térmico R$ 1.394.667 R$ 602.183 R$ 792.484 128 37 R$ 241.190 PA-F02 Calça nylon — — R$ 655.237 161 75 R$ 341.069 IR-MA1 Malha de aço – luvas — — R$ 460.663 86 36 R$ 324.450 PA-F05 Capuzes — — R$ 412.001 215 93 R$ 171.607 RV-DS1 Descartáveis plásticos — — R$ 321.708 9 6 — PA-F04 Luvas térmicas — — R$ 273.825 127 51 — RV-A01 Malhas de aço — — R$ 103.831 25 23 — Três achados que exigem ação diferente: RV-A01 Malhas de aço: 23 de 25 clientes abandonaram por completo (92%). Isso não é retração de cliente — é abandono de categoria. Causa provável está em preço, prazo ou disponibilidade, não em demanda. Note que IR-MA1 (malha de aço importada direta) também perdeu R$ 460 mil com R$ 324 mil abandonados : as duas rotas da mesma família caíram juntas. Precisa de diagnóstico de fornecimento/preço, não de esforço de venda. PA-F05 Capuzes e PA-F02 Calça nylon têm o maior número de abandonos absolutos (93 e 75 clientes). São itens de grade e reposição — quando o cliente para de comprar capuz mas continua comprando japona, é sinal de compra fracionada entre fornecedores. Recuperar capuz e calça é a forma mais barata de recuperar volume, porque o relacionamento já existe. PC-001 Vestimentas customizadas perdeu R$ 1,05 mi, mas só 35 de 94 clientes abandonaram. Ou seja: 59 clientes continuam comprando customizado, só compram muito menos . Como é produto de especificação aprovada, aqui a perda é de volume/ciclo de renovação de uniforme — e é a maior oportunidade individual de recuperação da coorte, porque não há barreira técnica a vencer. 2.4 Grupos com maior potencial de recuperação Ordem de prioridade pelo cruzamento valor × facilidade: Supermercados em queda (115 cli, R$ 2,42 mi de perda, 126 dias desde a última compra, ainda 4,9 notas/ano). São os que continuam comprando com mais frequência — o relacionamento está vivo. Maior valor absoluto e menor esforço. Alvo nº 1 do Q4. Os 59 clientes que ainda compram PC-001 mas reduziram volume. Produto já homologado, grade já definida, zero atrito técnico. Recuperação é conversa de ciclo de renovação. Frigoríficos (46 cli, R$ 989 mil). Queda de frequência de 51% com 149 dias — perda de ritmo em segmento de consumo obrigatório e contínuo (câmara fria não para). A demanda existe por definição; o pedido foi para outro lugar. Armazém/transporte refrigerado (21 cli, R$ 683 mil). Poucos nomes, R$ 32,5 mil de perda média por cliente. Abordagem individual, alto retorno por visita. Revenda de EPI (58 cli, R$ 1,33 mi) — potencial alto, mas condicionado. É o maior valor por cliente em risco, porém 178 dias de silêncio e retenção de 30% indicam fornecedor substituto instalado. Recuperar exige oferta competitiva, não follow-up. Classifico como alto valor, baixa probabilidade sem revisão comercial . Laticínios (17 cli, R$ 184 mil, 231 dias, 2,0 notas). Já está quase na condição de inativo. Janela fechando. Lista nominal completa (332 clientes): clientes_em_queda_recuperacao.csv — com prioridade, perda em reais, % retido, notas antes/depois, dias desde a última compra e as categorias que cada cliente abandonou, com valor . Bloco 3 — Os 995 clientes com 1 a 3 categorias 3.1 A diferença entre baixo mix e alto mix, por segmento Segmento Baixo mix (≤3) Médio/cli Notas Alto mix (≥4) Médio/cli Notas Múltiplo Cozinha industrial 8 — — 5 — — 9,9× Frigoríficos 173 R$ 12.702 4,2 61 R$ 72.099 13,7 5,7× Revenda de EPI 260 R$ 11.107 2,5 71 R$ 55.540 10,7 5,0× Restaurantes 15 — — 8 — — 4,3× Sorvetes e açaí 12 — — 62 — — 3,9× Supermercados 169 R$ 12.575 1,9 454 R$ 45.059 10,7 3,6× Distrib. de congelados 11 — — 25 — — 3,3× Transporte 10 — — 13 — — 3,3× Armazém/transp. refrig. 62 — — 69 — — 2,8× Pescados 16 — — 16 — — 2,7× Ind. alim. não perecível 53 — — 47 — — 2,6× Laticínios 44 — — 29 — — 2,5× Ind. congelados 14 — — 19 — — 1,6× Metalúrgica 8 R$ 45.036 — 2 — — 0,1× (invertido) Três leituras: Revenda de EPI é a maior massa de baixo mix da base: 260 clientes, R$ 2,89 mi, média de 2,5 notas/ano. Um revendedor que compra 2,5 vezes por ano e só 2–3 categorias nossas está usando a Qualiflex como fornecedor de nicho, não como linha. Maior oportunidade de volume da carteira. Frigoríficos tem o melhor múltiplo com massa relevante (5,7× com 173 clientes elegíveis) — e é um segmento de uso obrigatório e contínuo de EPI térmico. Metalúrgica inverte a regra (8 clientes de baixo mix com média de R$ 45 mil, contra 2 de alto mix). É compra concentrada em poucos itens de alto valor; não force cross-sell nesse grupo. 3.2 Evidência histórica: ampliar mix realmente faz o cliente crescer? Acompanhei os clientes que tinham 1 a 3 categorias no período anterior e seguiram ativos nos dois períodos , e comparei o que aconteceu com cada grupo: Comportamento Clientes Antes Depois Variação Mediana antes → depois Notas A. Ampliou ≥2 categorias 112 R$ 8.426 R$ 23.270 +176,2% R$ 3.718 → R$ 12.932 (3,5×) 2,5 → 4,5 B. Ampliou 1 categoria 75 R$ 9.701 R$ 13.345 +37,6% R$ 2.594 → R$ 6.417 3,6 → 4,6 C. Manteve o mix 264 R$ 11.339 R$ 15.215 +34,2% R$ 3.509 → R$ 4.864 3,2 → 3,4 D. Reduziu o mix 99 R$ 19.322 R$ 12.782 −33,8% R$ 4.020 → R$ 2.437 3,8 → 2,2 Esta é a evidência central do bloco: quem ampliou 2+ categorias multiplicou por 3,5 a mediana de faturamento , enquanto quem manteve o mix cresceu 34% e quem reduziu caiu 34%. A mediana (não só a média) confirma — não é efeito de poucos casos grandes. Ressalva honesta de causalidade: a direção da relação não é provada só por isso. Um cliente que está crescendo naturalmente compra mais categorias — então parte do +176% é consequência do crescimento, não causa. O que o dado prova com segurança é que mix e faturamento se movem juntos, e que redução de mix é o sinal antecedente mais confiável de perda de cliente (grupo D perdeu 1,6 categoria e 34% do valor). Como ferramenta de previsão e de priorização, vale. Como promessa de "adicione 2 categorias e fature 3× mais", não. 3.3 Combinações de produtos mais comuns entre clientes de maior mix Pares com maior afinidade estatística na carteira toda (lift = quantas vezes mais provável do que o acaso): Par de categorias Clientes juntos Confiança Lift RV-DS2 ↔ RV-L11 (luvas descartáveis) 287 92,3% / 88,3% 5,51 RV-DS2 ↔ RV-L05 — — 4,98 RV-B06 ↔ RV-L01 — — 4,93 RV-L05 ↔ RV-L11 — — 4,85 RV-F08 ↔ RV-L11 287 — 4,81 RV-DS2 ↔ RV-F08 — — 4,80 IR-MA1 ↔ RV-DS2 — — 2,96 RV-L11 ↔ RV-M01 (moletons) 301 92,6% 2,92 PC-001 ↔ RV-L11 264 47,9% / 81,2% 2,86 PA-F04 ↔ RV-L11 278 — 2,65 RV-B01 ↔ RV-DS2 297 39,1% / 95,5% 2,44 O padrão é inequívoco: RV-L11 (luvas descartáveis) é o hub da carteira. Aparece em 6 dos 11 pares de maior afinidade, com confiança acima de 88% em várias direções. Quem compra praticamente qualquer coisa nossa tende a comprar RV-L11 — e os clientes de baixo mix que não compram são a lacuna mais evidente e de conversão mais provável de toda a base. 3.4 Principais oportunidades — formato solicitado Segmento Categoria atual Categoria recomendada Clientes elegíveis Evidência histórica Supermercados PA-F04 Luvas térmicas RV-L11 Luvas descartáveis 71 70,9% dos supermercados que compram F04 também compram L11; vl médio R$ 16.153/comprador Supermercados PA-F04 Luvas térmicas RV-B01 Calçado térmico 61 79,6% de confiança no segmento; vl médio R$ 11.389 Supermercados PA-F04 Luvas térmicas RV-M01 Moletons 71 72,2% de confiança; vl médio R$ 8.002 Supermercados PC-001 Vestimentas cust. RV-L11 Luvas descartáveis 32 79,1% de confiança; par com lift 2,86 na carteira geral Supermercados PC-001 Vestimentas cust. RV-B01 Calçado térmico 31 84,8% de confiança — a maior do segmento Revenda de EPI PA-F05 Capuzes PA-F01 Japonas 91 41,1% de confiança; vl médio R$ 10.982/comprador Revenda de EPI IR-MA1 Malha de aço PA-F05 Capuzes 52 38,5% de confiança; vl médio R$ 11.198 Revenda de EPI PM-F07 Meias PA-F01 Japonas 36 50,6% de confiança; subir de acessório para vestimenta Frigoríficos PA-F05 Capuzes PA-F01 Japonas 41 42,2% de confiança; vl médio R$ 18.704/comprador Frigoríficos PA-F05 Capuzes PA-F02 Calça nylon 41 38,9% de confiança; vl médio R$ 11.946 — completa o conjunto Frigoríficos PA-F05 Capuzes PC-001 Vestimentas cust. 29 46,7% de confiança ; vl médio R$ 13.649 Frigoríficos PA-F01 Japonas RV-M01 Moletons 21 39,7% de confiança; vl médio R$ 20.400/comprador Frigoríficos PA-F02 Calça nylon RV-M01 Moletons 20 41,7% de confiança; mesma lógica de segunda camada Frigoríficos RV-B01 Calçado térmico RV-M01 Moletons 15 50,0% de confiança; vl médio R$ 20.400 Frigoríficos RV-M01 Moletons PA-F01 Japonas 12 61,4% de confiança — a maior do segmento Onde o baixo mix está concentrado hoje (clientes de baixo mix dentro do total de compradores da categoria): Frigoríficos: PC-001 → 77 de 110 compradores são de baixo mix (R$ 1.058.711); PA-F05 → 43 de 90 Revenda de EPI: PA-F05 → 104 de 168 (R$ 976.509); IR-MA1 → 61 de 91 (R$ 597.337); PA-F01 → 54 de 115 Supermercados: PA-F04 → 71 de 388; PC-001 → 33 de 330; PA-F01 → 32 de 118; RV-M01 → só 11 de 349 (mas R$ 943.062) Laticínios: RV-M01 → 15 de 28 (R$ 272.697) Isso define onde começar : os 104 revendedores de EPI que só compram capuz e os 77 frigoríficos que só compram vestimenta customizada são as duas maiores bolsas de mix incompleto da carteira, em segmentos cujos múltiplos de alto mix são 5,0× e 5,7×. Lista nominal com recomendação por cliente: baixo_mix_oportunidades_crosssell.csv — 1.645 registros (até 2 recomendações por cliente), com categorias atuais, categoria recomendada, penetração da categoria no segmento, nº de compradores no segmento e valor médio por comprador. Síntese da Parte 1 Coorte Clientes Valor em jogo Natureza Prioridade Em queda > 40% 332 R$ 7,10 mi de perda Canal aberto, cliente ativo 1ª — maior valor, menor esforço Baixo mix (1–3 cat.) 995 2,5× a 5,7× de upside por segmento Cliente satisfeito, mix incompleto 2ª — maior potencial estrutural Inativos 829 R$ 6,46 mi histórico 64% em 104 clientes; 422 de compra única 3ª — foco só nos 104 maiores O fio condutor dos três blocos é o mesmo: as três categorias que mais pesam são PC-001 (vestimentas customizadas), PA-F01 (japonas) e RV-M01 (moletons) — lideram a perda nos inativos, lideram a perda nos clientes em queda e lideram as recomendações de cross-sell. E RV-L11 (luvas descartáveis) é o conector da carteira , com até 92% de confiança de coocorrência: é o item de entrada e de amarração mais eficiente que existe na base. Aguardo a Parte 2. Apolo 06/10/2026, 13:45 Vou levantar os dados. Começo pelos frigoríficos. Agora supermercados. Corrigindo a segunda consulta. Parte 2 — Aprofundamento dos segmentos com movimento relevante Período de referência: out/2025 a set/2026 (atual) vs. out/2024 a set/2025 (anterior). Faturamento sempre a nível de item de nota fiscal, apenas operações de venda (produção própria + revenda), sem bonificações, remessas ou transferências. BLOCO 1 — FRIGORÍFICOS 1.1 Panorama Indicador Atual Anterior Variação Clientes com compra 234 249 −15 Faturamento R$ 6.595.497 R$ 5.027.009 +31,2% Faturamento médio / cliente R$ 28.186 R$ 20.189 +39,6% Faturamento mediano / cliente R$ 8.120 — — Notas por cliente (média / mediana) 6,7 / 3 — — Clientes recorrentes (≥4 notas no ano) 48,3% — — Categorias por cliente (média) 2,8 — — O segmento cresceu com menos clientes — ou seja, o crescimento veio de aprofundamento de conta, não de captação. 1.2 Produtos responsáveis pelo crescimento Produto Atual Anterior Delta Clientes Japona térmica nylon azul 300G (CA 45500) R$ 813.078 R$ 383.672 +R$ 429.406 29 Calça térmica nylon azul 300G R$ 613.828 R$ 358.645 +R$ 255.183 36 Japona nylon azul 300G — linha Aurora R$ 199.254 R$ 0 +R$ 199.254 22 Japona nylon azul 400G — linha Seara R$ 185.735 R$ 0 +R$ 185.735 12 Japona nylon azul 300G — linha Seara R$ 164.700 R$ 0 +R$ 164.700 18 Blusa de moleton branca (CA 28887) R$ 324.840 R$ 172.790 +R$ 152.050 35 Botina térmica branca microfibra composite R$ 621.881 R$ 470.906 +R$ 150.975 29 Blusa de moleton azul marinho (CA 28887) R$ 264.197 R$ 142.426 +R$ 121.770 26 Leitura: o motor é a vestimenta nylon de alta gramatura (300G/400G) — japona + calça respondem por R$ 1,23 mi do crescimento. As linhas customizadas Aurora e Seara nasceram no período e somaram R$ 549.689 em itens que não existiam antes , distribuídos em 22 e 12/18 unidades compradoras — não é um pedido único, é programa de uniforme multiunidade. 1.3 Categorias — atual vs anterior Categoria Cli. atual Cli. ant. Atual Anterior Delta Vestimentas nylon customizadas 110 64 R$ 1.501.343 R$ 761.324 +R$ 740.019 (+97,2%) Japonas 68 73 R$ 1.271.852 R$ 945.143 +R$ 326.708 (+34,6%) Moletons 44 47 R$ 897.579 R$ 444.216 +R$ 453.364 (+102,1%) Calçado térmico microfibra/couro 42 35 R$ 772.465 R$ 576.893 +R$ 195.572 (+33,9%) Calça nylon 60 55 R$ 716.733 R$ 449.393 +R$ 267.340 (+59,5%) Meias Qualiflex 43 58 R$ 348.173 R$ 375.072 −R$ 26.899 Capuzes 90 101 R$ 307.857 R$ 385.974 −R$ 78.118 Malha de aço — luvas 20 19 R$ 185.448 R$ 77.808 +R$ 107.640 (+138,3%) Luvas térmicas 46 49 R$ 163.896 R$ 170.477 −R$ 6.582 Macacão nylon 16 13 R$ 68.245 R$ 37.802 +R$ 30.443 Meião lã / botinha 12 16 R$ 31.216 R$ 70.476 −R$ 39.260 Descartáveis plásticos 7 11 R$ 19.860 R$ 342.501 −R$ 322.642 (−94,2%) O item mais relevante da queda é o abandono dos descartáveis plásticos (mangote −R$ 122.566, calça plástica −R$ 90.573, bata plástica −R$ 83.654). Sem essa saída, o crescimento do segmento seria de +37,6% em vez de +31,2%. Vale verificar se foi decisão de descontinuar linha ou perda para concorrente — a base não registra o motivo. 1.4 Recorrência por produto/categoria Hierarquia de recorrência (clientes compradores × frequência): Capuzes — 90 compradores, a maior penetração entre produtos padrão (38,5%), porém ticket baixo (R$ 3.420/cliente). É o item de reposição constante, ideal como "âncora de contato". Vestimentas customizadas — 110 compradores (47,0%), ticket R$ 13.648. Maior penetração e maior valor simultaneamente. Japonas e calça nylon padrão — 68 e 60 compradores, reposição sazonal concentrada no 2º semestre. Meias — 43 compradores, mas penetração caindo (58 → 43 clientes, −26%). Produto de reposição que está sendo perdido sem queda equivalente de valor: os que ficaram compram mais. 1.5 Concentração — é padrão consistente ou poucos clientes fora da curva? Métrica Valor Top 1 cliente 17,3% do faturamento Top 3 32,0% Top 5 39,1% Top 10 49,0% Decomposição do movimento (234 clientes atuais + 50 perdidos): Coorte Clientes Impacto Perdidos (compraram antes, não agora) 50 −R$ 299.157 Novos (não compravam antes) 65 +R$ 902.108 Retração > 40% 46 −R$ 987.895 Queda leve (até 40%) 28 −R$ 333.226 Estáveis / crescendo 95 +R$ 2.286.658 Líquido +R$ 1.568.488 Veredito: padrão consistente com um outlier forte em cima. O grupo Seara (C06789) saltou de R$ 153.087 para R$ 1.142.857 — +R$ 989.770, ou 63% de todo o crescimento líquido do segmento . Mas retirando Seara da conta, frigoríficos ainda crescem de R$ 4.873.922 para R$ 5.452.640 = +11,9% , com 94 outros clientes em crescimento e 65 clientes novos. O crescimento é real e distribuído; a magnitude de +31% é que depende de uma conta. Alerta embutido: 46 clientes em retração acima de 40% custaram R$ 987.895 — valor quase idêntico ao ganho da Seara. O segmento tem uma hemorragia silenciosa mascarada por uma conquista grande. 1.6 Perfil dos clientes de maior valor Comparando compradores e não compradores de moletons (o melhor separador que encontrei no segmento): Perfil Compradores de moleton (44) Não compradores (190) Faturamento médio R$ 82.721 R$ 15.557 Faturamento mediano R$ 28.510 R$ 6.451 Notas no ano 13,5 5,1 Categorias compradas 5,7 2,1 O cliente frigorífico de alto valor tem três marcas : compra 5 ou mais categorias, emite mais de 10 notas por ano e tem programa de vestimenta customizada. O de baixo valor compra 2 categorias em 5 notas — tipicamente capuz + luva, reposição pontual. E isso não é só correlação de tamanho: na base inteira, clientes que ampliaram o número de categorias entre os dois períodos cresceram +68% em faturamento; os que mantiveram o mix, +16%; os que reduziram, −28% . 1.7 Os três gaps solicitados — com teste de afinidade real Baseline de penetração no segmento (234 clientes): moletons 18,8%, calçado térmico 17,9%, malha de aço 9,8%. Gap 1 — Moletons (190 não compradores): afinidade CONFIRMADA Âncora que o cliente já compra % que também compra moleton Meias Qualiflex 58% Calçado térmico 50% Calça nylon 42% Japonas 40% Baseline do segmento 18,8% A probabilidade de comprar moleton dobra ou triplica quando o cliente já tem vestimenta nylon ou meia na conta. É afinidade real, não coincidência de tamanho. Elegíveis priorizados entre os 190: 11 clientes no tier A (já compram japona + calça, somam R$ 830 mil de faturamento atual), 9 no tier B , 27 no tier C — total 47 contas com evidência histórica de afinidade , não os 190. Gap 2 — Calçado térmico (192 não compradores): afinidade CONFIRMADA por benchmark Dentro de frigoríficos a categoria está crescendo: 35 → 42 compradores e +33,9% em valor. O argumento mais forte é comparativo: em supermercados o mesmo calçado térmico atinge 400 de 623 clientes (64,2% de penetração) , contra 17,9% em frigoríficos. Não há razão funcional para a diferença — ambiente frio com piso úmido existe nos dois. A lacuna é de cobertura comercial, não de necessidade. Gap 3 — Malha de aço (211 não compradores): afinidade NÃO confirmada Nenhuma âncora eleva a probabilidade de compra de malha de aço acima de 12% — abaixo até do baseline de um produto de adoção normal. Tratar os 211 como "gap" seria erro de leitura: malha de aço é EPI de função específica (desossa/corte), não de ambiente. A evidência diz outra coisa, porém: entre os 20 que adotaram, o valor cresceu +138,3% (R$ 77.808 → R$ 185.448). É venda técnica dirigida a quem tem sala de desossa, não campanha de cross-sell. E vale a comparação: em supermercados a mesma categoria atinge 310 clientes — o que sugere que em frigoríficos o produto está sendo comprado de outro fornecedor, hipótese que a base não confirma nem nega. 1.8 Oportunidades estruturadas — Frigoríficos Segmento Categoria atual Categoria recomendada Clientes elegíveis Evidência histórica Frigoríficos Japona + calça nylon 300G Moletons (RV-M01) 11 (tier A) 40–42% de quem compra vestimenta nylon também compra moleton, vs. 18,8% de baseline; categoria cresceu +102,1% Frigoríficos Meias Qualiflex Moletons 9 (tier B) 58% dos compradores de meia também compram moleton — a maior afinidade do segmento Frigoríficos Capuz / luva térmica (conta rasa) Moletons 27 (tier C) Afinidade média; priorizar após tiers A e B Frigoríficos Vestimenta nylon (qualquer) Calçado térmico (RV-B01) 192 Penetração de 64,2% em supermercados vs. 17,9% em frigoríficos, mesma necessidade de ambiente; +33,9% e +7 compradores no período Frigoríficos Vestimenta padrão Vestimenta customizada (PC-001) 124 Categoria saltou de 64 para 110 compradores (+97,2%); customização é o marcador do cliente de alto valor Frigoríficos Mix de 2 categorias Qualquer 3ª categoria 190 (mix ≤2) Ampliar mix correlaciona com +68% de faturamento vs. −28% para quem reduz Frigoríficos Sala de desossa identificada Malha de aço (IR-MA1) Não quantificável Não tratar como cross-sell de massa — afinidade ≤12%; venda técnica caso a caso BLOCO 2 — SUPERMERCADOS 2.1 Panorama e causa da retração Indicador Atual Anterior Variação Clientes com compra 623 772 −149 Faturamento R$ 22.581.875 R$ 23.097.252 −2,2% Faturamento médio / cliente R$ 36.247 R$ 29.919 +21,2% Faturamento mediano / cliente R$ 26.340 — — Notas por cliente (média / mediana) 8,3 / 7 — — Clientes recorrentes (≥4 notas) 61,2% — — Categorias por cliente (média) 7,6 — — Decomposição exata da retração: Coorte Clientes Impacto Perdidos 271 −R$ 2.927.420 Retração > 40% 113 −R$ 2.361.667 Queda leve (até 40%) 191 −R$ 1.746.908 Novos 122 +R$ 2.246.637 Estáveis / crescendo 197 +R$ 4.273.981 Líquido −R$ 515.377 A causa da retração não é fraqueza de demanda — é churn. O segmento gerou +R$ 6,52 mi de ganho bruto (novos + crescendo) e perdeu −R$ 7,04 mi (perdidos + retração + queda leve). O cliente que fica cresce bem (ticket médio +21,2%); o problema é que 271 contas pararam de comprar e outras 304 reduziram. É um segmento com motor funcionando e vazamento no casco. 2.2 Categorias que mais perderam faturamento Categoria Cli. atual Cli. ant. Atual Anterior Delta Vestimentas nylon customizadas 330 426 R$ 2.007.306 R$ 2.801.548 −R$ 794.242 Luvas térmicas (PA-F04) 388 525 R$ 971.293 R$ 1.606.490 −R$ 635.197 Luvas descartáveis 311 316 R$ 5.023.701 R$ 5.355.253 −R$ 331.552 Malhas de aço (RV-A01) 4 136 R$ 14.266 R$ 324.646 −R$ 310.379 Japonas padrão 118 155 R$ 1.029.216 R$ 1.130.477 −R$ 101.261 Capuzes 384 492 R$ 484.095 R$ 539.093 −R$ 54.998 Descartáveis TNT 288 288 R$ 441.238 R$ 496.070 −R$ 54.831 Origem concreta da queda de vestimentas customizadas: são três itens de duas contas-programa. Item Atual Anterior Delta Japona nylon 250G+soft — Atacadão R$ 242.088 R$ 810.083 −R$ 567.995 Calça nylon 250G+soft — Atacadão R$ 169.260 R$ 517.244 −R$ 347.984 Japona nylon soft 250G — Assaí Lojas R$ 1.140.110 R$ 1.369.294 −R$ 229.184 R$ 1.145.163 de queda vêm de dois programas de atacarejo. Isso é mais que o dobro da retração líquida de todo o segmento (R$ 515.377). Sem Atacadão e Assaí, supermercados teriam crescido . 2.3 Dois "problemas" que não são problemas — artefatos de código Antes de qualquer plano de recuperação, dois falsos alarmes precisam sair da conta: Malha de aço — RV-A01 caiu de 136 para 4 clientes (−R$ 310.379). Mas IR-MA1 subiu de R$ 1.178.875 para R$ 1.491.716 e o item nacional "Luva malha de aço curta Qualiflex CA 51368" saltou de R$ 279.813 para R$ 1.441.609 com 309 clientes , enquanto a versão importada do mesmo CA e a luva Leal zeraram. Somando as duas categorias: R$ 1.505.982 agora vs. R$ 1.503.521 antes — rigorosamente estável. Houve substituição de importado por nacional e troca de código, não perda de mercado. Touca TNT — o código antigo (c/ ANVISA) caiu R$ 460.342 e o novo subiu R$ 405.510 com 284 compradores. Migração de cadastro; perda real da categoria é apenas R$ 54.831. 2.4 Produtos que continuam crescendo Produto / Categoria Atual Anterior Delta Clientes Luva malha de aço curta nacional (CA 51368) R$ 1.441.609 R$ 279.813 +R$ 1.161.796 309 Calça de moleton branca (CA 28885) R$ 963.190 R$ 479.458 +R$ 483.732 32 Botina térmica branca composite R$ 3.912.522 R$ 3.503.494 +R$ 409.028 326 Calça de moleton verde bandeira R$ 286.026 R$ 99.132 +R$ 186.894 1 Blusa de moleton branca — linha Nova Era R$ 165.060 R$ 0 +R$ 165.060 11 Japona nylon 200G — linha Nova Era R$ 122.990 R$ 0 +R$ 122.990 6 Calça térmica nylon 200G R$ 188.980 R$ 93.821 +R$ 95.159 34 Por categoria: moletons padrão +R$ 579.811 (349 compradores), calçado térmico +R$ 392.692 (400 compradores, a maior penetração do segmento com 64,2%), moletons customizados +R$ 220.192 , calçados couro não térmicos +R$ 155.855, luvas térmicas importadas +R$ 87.309, botas PVC +R$ 71.953, EPIs calor alimentício +R$ 62.765. Atenção à calça de moleton verde bandeira: R$ 286.026 em 1 único cliente. É outlier puro, não tendência. 2.5 Categorias que perderam penetração (nº de clientes compradores) Categoria Cli. ant. → atual Perda de cobertura Luvas térmicas (PA-F04) 525 → 388 −137 clientes Capuzes 492 → 384 −108 Vestimentas customizadas 426 → 330 −96 Diversos/outros 201 → 144 −57 Luvas alta performance 213 → 164 −49 Meias Qualiflex 424 → 378 −46 Japonas padrão 155 → 118 −37 A perda de penetração em luvas térmicas é o sinal mais grave: além dos 137 clientes, o valor por comprador caiu de R$ 3.060 para R$ 2.503. O item específico (Luva Thermagrip azul) perdeu R$ 638.783 mantendo 377 compradores — ou seja, os clientes continuam, mas compram muito menos por vez . Isso tem cara de perda de share por preço ou de substituição por luva descartável/importada, hipótese que a base de vendas não consegue confirmar. 2.6 Aprofundamento — Moletons customizados (PC-008) Visão de toda a base (atual, 12 meses): Indicador Valor Compradores 64 clientes Faturamento R$ 923.346 Faturamento médio R$ 14.427 Faturamento mediano R$ 5.795 Concentração top 1 / top 3 / top 5 13% / 35% / 53% Clientes abaixo de R$ 10 mil 45 (70%) Entre R$ 10 mil e R$ 50 mil 14 Acima de R$ 50 mil 5 Visão supermercados: 15 compradores, R$ 404.703 (vs. 4 compradores e R$ 184.510 no período anterior) — +119% em valor e quase 4× em número de contas . Supermercados são 44% de toda a categoria e seu principal vetor de crescimento. Frigoríficos têm apenas 2 compradores (R$ 84.874). Perfil dos compradores vs. não compradores (623 clientes do segmento): Grupo Clientes Faturamento total Médio Mediano Já compra moleton customizado 15 R$ 1.362.734 R$ 90.849 R$ 34.789 Compra moleton padrão + já customiza vestimenta 260 R$ 12.355.109 R$ 47.520 R$ 45.520 Compra moleton padrão, sem customização 77 R$ 4.145.886 R$ 53.843 R$ 28.754 Sem moleton, mas customiza vestimenta 61 R$ 1.386.307 R$ 22.726 R$ 4.833 Sem moleton e sem customização 210 R$ 3.331.839 R$ 15.866 R$ 3.753 Diferenças relevantes entre compradores e não compradores: O comprador de moleton customizado fatura em média R$ 90.849 — 2,5× a média do segmento (R$ 36.247) e 5,7× o cliente sem moleton e sem customização. Mas a mediana de R$ 34.789 mostra que o grupo não é só gigante: metade está abaixo disso. Não é produto exclusivo de conta grande. Existe potencial real de expansão, e ele é específico: 260 clientes já compram moleton padrão e já têm processo de customização aprovado em vestimenta nylon. Esses 260 respondem por R$ 12,36 mi (55% do segmento) e gastam apenas R$ 1.023.852 em moleton padrão — média de R$ 3.938 cada. Não há barreira de arte, nem de aprovação, nem de volume de conta: é upgrade de item dentro de um processo que já existe. Os 77 que compram moleton padrão sem customização gastam mais em moleton em termos absolutos (R$ 1.633.442, média R$ 21.213) — são o segundo alvo, com a barreira adicional de iniciar o processo de customização. Os 210 sem moleton e sem customização têm mediana de R$ 3.753 — cauda longa de baixo valor. Não devem entrar na campanha. Veredito sobre potencial de expansão: sim, existe, mas o dimensionamento honesto é modesto no curto prazo. A mediana da categoria é R$ 5.795 e 70% dos compradores ficam abaixo de R$ 10 mil — moleton customizado é majoritariamente pedido pequeno. O valor está em converter os 260 clientes de alto faturamento com processo pronto , onde o ticket médio da categoria (R$ 26.980 em supermercados) é 3,4× o ticket do moleton padrão (R$ 8.002 por comprador). É jogada de margem e de ticket, não de volume de contas. 2.7 Oportunidades estruturadas — Supermercados Segmento Categoria atual Categoria recomendada Clientes elegíveis Evidência histórica Supermercados Moleton padrão + vestimenta customizada Moleton customizado (PC-008) 260 Ticket da categoria 3,4× o do moleton padrão; compradores faturam R$ 90.849 médios vs. R$ 36.247 do segmento; categoria foi de 4 para 15 compradores (+119%) Supermercados Moleton padrão sem customização Moleton customizado 77 Já concentram R$ 1,63 mi em moleton; falta apenas iniciar processo de arte Supermercados Luvas térmicas em queda Recuperação de luva térmica 137 (deixaram de comprar) + 377 (reduziram volume) Maior perda de penetração do segmento (−137 clientes) com queda de valor por cliente de R$ 3.060 → R$ 2.503 Supermercados Compra ativa, sem calçado térmico Calçado térmico (RV-B01) 223 Categoria cresceu +R$ 392.692 e já cobre 64,2% do segmento — a mais penetrada Supermercados Capuz / meia (reposição) Reativação de cobertura 108 e 46 Perda de penetração sem queda de valor: itens de reposição saindo da rotina de pedido Supermercados Programas Atacadão / Assaí Renegociação de programa 2 contas −R$ 1.145.163 concentrados em 3 itens; maior alavanca unitária do segmento Supermercados Inativos do segmento Reativação 271 −R$ 2.927.420; o churn, não a demanda, explica a retração de −2,2% BLOCO 3 — SORVETES/AÇAÍ, ALIMENTOS NÃO PERECÍVEIS, METALÚRGICA, LAVANDERIAS E ARMAZÉM/TRANSPORTE REFRIGERADO 3.1 Quadro comparativo Segmento Clientes Atual Anterior Var. Top 1 Top 3 Top 10 Notas/cli. % recorrentes Categorias/cli. Fat. mediano Armazém/transp. refrigerado 131 R$ 3.008.913 R$ 2.809.131 +7,1% 6,9% 19,8% 37,1% 4,5 41,2% 4,5 R$ 11.778 Ind. alimento não perecível 100 R$ 1.142.502 R$ 906.738 +26,0% 8,3% 19,7% 45,4% 2,9 32,0% 4,2 R$ 4.871 Sorvetes e açaí 74 R$ 1.107.278 R$ 823.315 +34,5% 11,7% 29,9% 55,0% 3,9 33,8% 5,9 R$ 6.982 Lavanderias 6 R$ 476.766 R$ 483.079 −1,3% 57,5% 93,1% 100% 9,0 66,7% 2,2 R$ 24.814 Metalúrgica/siderúrgica 10 R$ 368.975 R$ 197.717 +86,6% 58,0% 88,0% 100% 4,6 40,0% 2,0 R$ 9.566 3.2 Movimento de clientes Segmento Perdidos Novos Retração >40% Queda leve Crescendo Armazém/transp. refrig. 30 (−R$ 301.250) 37 (+R$ 548.161) 20 (−R$ 675.249) 27 (−R$ 129.889) 47 (+R$ 758.009) Ind. alim. não perecível 40 (−R$ 188.541) 39 (+R$ 365.854) 15 (−R$ 199.498) 10 (−R$ 24.154) 36 (+R$ 282.103) Sorvetes e açaí 29 (−R$ 94.664) 12 (+R$ 73.495) 11 (−R$ 61.997) 14 (−R$ 69.605) 37 (+R$ 436.734) Lavanderias 3 (−R$ 14.470) 1 (+R$ 2.002) 0 1 (−R$ 147.386) 4 (+R$ 153.541) Metalúrgica 8 (−R$ 29.065) 3 (+R$ 13.457) 1 (−R$ 12.923) 0 6 (+R$ 199.789) 3.3 Sorvetes e açaí — padrão consistente +34,5%, de R$ 823.315 para R$ 1.107.278, com 74 clientes. Produto motor: calçado térmico — R$ 418.067 em 49 clientes, contra R$ 287.646 em 57 clientes antes. +45% em valor com 8 clientes menos : aprofundamento, não captação. É o segmento com maior mix da lista: 5,9 categorias por cliente — mais que frigoríficos (2,8) e próximo de supermercados (7,6), apesar de faturar 20× menos. Recorrência baixa (3,9 notas/ano, mediana 2, só 33,8% recorrentes) com mix alto: compra concentrada, poucas vezes, muita variedade por pedido. Perfil de compra sazonal de temporada . Concentração moderada (top 3 = 29,9%, top 10 = 55%). Veredito: padrão consistente. 37 clientes crescendo (+R$ 436.734) contra apenas R$ 94.664 perdidos em 29 clientes de baixo valor. O ganho vem da base, não de uma conta. Oportunidade principal: com mediana de apenas R$ 6.982 e mix de 5,9 categorias, o gargalo é frequência , não variedade. Segmento com entrada natural no 4º trimestre — o pico de temporada de sorvete é dezembro-fevereiro, ou seja, a compra de EPI deve acontecer agora . 3.4 Indústria de alimentos não perecíveis — padrão consistente, mas via captação +26,0%, de R$ 906.738 para R$ 1.142.502, com 100 clientes. Produto motor: calçado térmico — R$ 276.016 em 43 clientes vs. R$ 104.221 em 38 clientes = +165% . O crescimento é quase inteiro de clientes novos: 39 novos somam +R$ 365.854, que é 155% do crescimento líquido de R$ 235.764 . A base antiga, no agregado, encolheu. Churn alto e simétrico: 40 perdidos vs. 39 novos. É um segmento de porta girante. Recorrência é a mais baixa das cinco: 2,9 notas/ano, mediana 2, apenas 32% recorrentes , mediana de faturamento R$ 4.871. Veredito: padrão consistente no agregado, frágil na composição. Não é "poucos clientes fora da curva" — o top 1 pesa só 8,3% — mas o crescimento depende de reposição contínua de clientes novos. Se a captação parar, o segmento cai. Oportunidade principal: retenção do primeiro ano . Os 39 novos entraram com ticket médio de R$ 9.381 e só 32% do segmento é recorrente. Um programa de segunda compra em 90 dias atacaria exatamente o furo. Calçado térmico é o produto de entrada comprovado. 3.5 Metalúrgica/siderúrgica — poucos clientes fora da curva +86,6%, de R$ 197.717 para R$ 368.975, com 10 clientes. Top 1 cliente = 58% do segmento. Top 3 = 88%. Os dois produtos que explicam tudo: luvas de alta performance — R$ 214.120 em 1 único cliente e propé (PS-01) — R$ 125.018 em 3 clientes . Mix de apenas 2,0 categorias por cliente — o mais baixo de toda a análise. O crescimento de +R$ 199.789 vem de 6 clientes, mas majoritariamente de um. Veredito: NÃO é padrão. São 1 a 2 contas. O +86,6% é estatisticamente real e comercialmente irrelevante como tendência de segmento. Risco a declarar: com 58% em uma conta e 8 clientes perdidos no período, a probabilidade de o segmento virar negativo no próximo ciclo por um único evento é alta. Oportunidade: não tratar como segmento de prospecção. Tratar como 2 contas-chave a blindar e avaliar se o perfil de luva de alta performance replica em outras metalúrgicas — mas isso exige prospecção externa, não análise da base interna. 3.6 Lavanderias — um único cliente define o segmento −1,3%, de R$ 483.079 para R$ 476.766, com 6 clientes. Top 1 = 57,5%. Top 3 = 93,1%. Top 5 = 99,6%. Categoria dominante: helanca (PS-03) — R$ 274.928 em 2 clientes , contra R$ 422.182 antes. O movimento é cirúrgico: 1 cliente caiu R$ 147.386 (de R$ 422.182 para R$ 274.928, exatamente 65% do anterior — por isso classificado como "queda leve", apesar do valor), enquanto 4 clientes cresceram +R$ 153.541. As duas coisas se anularam e produziram a aparente estabilidade de −1,3%. Paradoxo útil: é o segmento com maior recorrência da análise (9,0 notas/ano, 66,7% recorrentes) e menor mix (2,2 categorias) . Clientes industriais fiéis comprando pouquíssimas referências. Veredito: não há "comportamento de segmento". São 6 contas , uma delas respondendo por mais da metade. Oportunidade: mix. Com 2,2 categorias e 9 notas/ano, há relacionamento e frequência estabelecidos mas nenhuma venda cruzada. São 6 conversas, não uma campanha. 3.7 Armazém/transporte refrigerado — padrão consistente com churn alto +7,1%, de R$ 2.809.131 para R$ 3.008.913, com 131 clientes. Categoria dominante: calçado térmico — R$ 931.086 em 72 clientes (vs. R$ 871.484 em 64). Penetração subindo. Categoria em alerta: calça nylon — R$ 198.432 em 44 clientes vs. R$ 237.745 em 56 clientes. Perda de 12 clientes e −16,5% em valor. A vestimenta nylon está saindo da rotina de reposição desse segmento. Concentração saudável: top 1 = 6,9%, top 10 = 37,1%. É o segmento mais pulverizado depois de supermercados. Mix de 4,5 categorias e 4,5 notas/ano, 41,2% recorrentes, mediana de R$ 11.778. Veredito: padrão consistente, mas o crescimento líquido é pequeno porque o churn come quase tudo. Os 47 clientes crescendo (+R$ 758.009) e os 37 novos (+R$ 548.161) somam +R$ 1,31 mi; os 30 perdidos, 20 em retração e 27 em queda leve somam −R$ 1,11 mi. Sobram R$ 199.782. Oportunidade principal: os 20 clientes em retração acima de 40% custaram R$ 675.249 — mais que todo o crescimento líquido do segmento. É o melhor retorno por esforço de toda a Parte 2: recuperar metade disso dobraria o crescimento do segmento. Síntese dos veredictos Segmento Variação É padrão ou outlier? Frigoríficos +31,2% Padrão + outlier forte. Seara = 63% do crescimento; ex-Seara ainda +11,9% com 94 clientes crescendo Supermercados −2,2% Padrão de churn. +R$ 6,52 mi de ganho contra −R$ 7,04 mi de perda; Atacadão+Assaí = −R$ 1,15 mi Sorvetes e açaí +34,5% Padrão consistente. 37 clientes crescendo, concentração moderada Ind. alim. não perecível +26,0% Padrão consistente, dependente de captação. 39 novos = 155% do crescimento líquido Metalúrgica +86,6% Outlier. 1 cliente = 58%, 3 clientes = 88% Lavanderias −1,3% Outlier. 6 clientes; 1 cliente = 57,5%; estabilidade aparente esconde −R$ 147.386 vs. +R$ 153.541 Armazém/transp. refrig. +7,1% Padrão consistente com churn alto. 20 contas em retração custaram R$ 675.249 Três achados que valem mais que os percentuais: Ampliar mix é a variável mais previsível da base. Clientes que ganharam categorias cresceram +68%; mix estável, +16%; mix reduzido, −28%. Vale para todos os segmentos analisados. Calçado térmico é o produto de maior tração transversal — cresceu em frigoríficos (+33,9%), supermercados (+R$ 392.692), sorvetes (+45%), alimentos não perecíveis (+165%) e armazenagem (+6,8%). E tem gap de penetração confirmado em frigoríficos (17,9% contra 64,2% em supermercados). Dois artefatos de cadastro estavam distorcendo a leitura e já saíram da conta: a migração de malha de aço importada para nacional (categoria está estável, não em colapso de R$ 310 mil) e a troca de código da touca TNT. Dados que não existem e por isso não foram estimados: margem por produto, prazo de produção/entrega e registro de reclamações não estão disponíveis nas bases acessíveis — qualquer priorização por rentabilidade precisa vir de outra fonte. Quer que eu avance para o Bloco 7 do seu roteiro original (janelas de recompra para outubro–dezembro/2026, por segmento e cliente), que é o que transforma essas oportunidades em lista de contato com data? Apolo 06/10/2026, 14:17 Vou levantar os três blocos. Começo pelas janelas de recompra e pela série histórica de sazonalidade. Agora as associações entre categorias e o efeito longitudinal de ampliação de mix. Agora o recorte por segmento das associações, o efeito longitudinal de adoção e o desenho mês a mês do 4º trimestre. Parte 3 — Recompra, Associação entre Produtos e Sazonalidade Universo: operações de venda (produção própria + revenda), 24 meses de out/2024 a set/2026. Outubro/2026 está excluído das séries históricas porque tem apenas 3 dias úteis decorridos. Clientes "recorrentes" = 3 ou mais compras distintas com histórico superior a 60 dias — é o mínimo para estimar um intervalo confiável. Bloco 1 — Clientes próximos de uma nova janela de recompra (out–dez/2026) 1.1 Visão consolidada Dos 1.398 clientes recorrentes da base (R$ 85,6 milhões em 24 meses), 951 têm janela de recompra aberta entre agora e dezembro — isso representa R$ 68,1 milhões de faturamento histórico , ou 79,6% de toda a receita recorrente da empresa . Situação Clientes Leitura Janela em outubro/2026 349 Abordagem imediata — próximas 3 semanas Janela em novembro/2026 146 Preparar contato a partir da última semana de outubro Janela em dezembro/2026 67 Precisa entrar no pedido até fim de novembro Atrasados recuperáveis 389 Já passaram do ponto, mas dentro de 2,5× o intervalo próprio O dado que mais salta: 389 clientes atrasados contra 349 na janela do mês . Não é um pipeline saudável de recompra — é uma base que já está escorregando. Esse grupo é tão grande quanto o grupo "no prazo", e é nele que está o risco de a carteira de 2027 nascer menor. 1.2 Por segmento Segmento Clientes recorr. Faturam. 24m Interv. médio Mediana Out Nov Dez Atrasado recup. Faturam. na janela Supermercados 554 R$ 42,20 mi 52 d 33 d 180 25 14 175 R$ 36,30 mi Revenda de EPI 233 R$ 12,62 mi 85 d 69 d 44 35 12 59 R$ 9,60 mi Frigoríficos 170 R$ 10,61 mi 69 d 49 d 47 23 9 42 R$ 6,51 mi Armazém/transp. refrigerado 103 R$ 5,26 mi 82 d 61 d 23 16 9 23 R$ 4,21 mi Laticínios 52 R$ 2,87 mi 80 d 58 d 10 5 2 18 R$ 1,93 mi Ind. alimento não perecível 72 R$ 1,72 mi 87 d 72 d 13 9 9 20 R$ 1,49 mi Ind. alimentos congelados 26 R$ 1,90 mi 72 d 59 d 6 5 1 4 R$ 1,44 mi Sorvetes e açaí 61 R$ 1,83 mi 108 d 95 d 6 8 3 16 R$ 1,38 mi Distribuição de congelados 29 R$ 1,44 mi 72 d 63 d 5 5 2 7 R$ 1,07 mi Cozinha indust./refeição col. 13 R$ 0,90 mi 72 d 71 d 2 2 1 3 R$ 0,76 mi Lavanderias 5 R$ 0,94 mi 68 d 63 d 2 1 1 1 R$ 0,94 mi Pescados 22 R$ 0,42 mi 113 d 90 d 3 3 1 5 R$ 0,28 mi Agro (fruta/legume) 17 R$ 0,44 mi 102 d 76 d 2 3 1 7 R$ 0,26 mi O que isso diz: Supermercados é o relógio mais rápido da casa: intervalo médio de 52 dias e mediana de 33. Uma janela perdida não volta em dezembro — volta em fevereiro. E são 175 clientes já atrasados (32% dos 554 recorrentes), carregando R$ 36,3 milhões de histórico. É a prioridade absoluta de outubro. Revenda de EPI tem o maior volume de janelas distribuídas (44 out + 35 nov): o revendedor compra em ciclo de 85 dias, e outubro é historicamente o mês mais forte dele (ver Bloco 3). Coincidência de janela de recompra com pico sazonal — o melhor cenário possível. Frigoríficos tem 47 janelas em outubro e 23 em novembro, e é o único segmento grande cujo faturamento cresce até dezembro . O contato de outubro/novembro é o que materializa o pico de dezembro. Sorvetes e açaí tem o maior intervalo (108 dias) com 16 atrasados recuperáveis — para esse segmento, o atraso de hoje significa perder a pré-temporada de verão. 1.3 Por produto (grão cliente × categoria) Produto Clientes recorr. Faturam. 24m Interv. médio Mediana Dias s/ comprar (méd.) Out Nov Dez Atras. recup. Faturam. na janela Calçado térmico microfibra/couro (RV-B01) 566 R$ 13,58 mi 84 d 68 d 94 146 119 44 109 R$ 10,88 mi Luvas descartáveis (RV-L11) 306 R$ 10,34 mi 52 d 41 d 58 159 39 9 70 R$ 9,64 mi Moletons revenda (RV-M01) 465 R$ 9,30 mi 96 d 82 d 103 83 84 60 102 R$ 6,11 mi Japonas (PA-F01) 360 R$ 8,39 mi 105 d 87 d 159 59 30 28 88 R$ 5,46 mi Vestimentas nylon customizadas (PC-001) 401 R$ 6,51 mi 96 d 79 d 148 58 43 44 88 R$ 4,11 mi Capuzes (PA-F05) 601 R$ 4,97 mi 117 d 102 d 143 89 84 53 127 R$ 4,08 mi Malha de aço – luvas (IR-MA1) 308 R$ 4,22 mi 99 d 85 d 135 35 42 32 77 R$ 2,95 mi Calça nylon (PA-F02) 399 R$ 4,20 mi 109 d 94 d 166 45 45 34 110 R$ 2,78 mi Luvas térmicas (PA-F04) 461 R$ 2,92 mi 107 d 93 d 154 47 65 48 104 R$ 1,96 mi Meias Qualiflex (PM-F07) 542 R$ 2,21 mi 108 d 94 d 128 76 90 58 136 R$ 1,83 mi Calçados couro não térmicos (RV-B02) 51 R$ 1,44 mi 93 d 72 d 175 6 4 4 14 R$ 1,19 mi Helanca (PS-03) 17 R$ 1,28 mi 116 d 106 d 133 2 4 1 7 R$ 1,25 mi Moletons customizados (PC-008) 30 R$ 0,97 mi 94 d 84 d 75 9 7 4 4 R$ 0,79 mi Descartáveis TNT (RV-DS2) 267 R$ 0,88 mi 103 d 87 d 93 46 59 32 57 R$ 0,65 mi Aventais/impermeáveis (RV-F08) 295 R$ 0,76 mi 102 d 87 d 104 38 58 37 56 R$ 0,48 mi Luvas térmicas importadas (RV-L12) 110 R$ 0,67 mi 121 d 112 d 145 13 17 11 25 R$ 0,45 mi Os três pontos que definem a agenda de outubro: Luvas descartáveis é a janela mais urgente da empresa. 159 clientes vencendo em outubro, intervalo de apenas 52 dias (mediana 41) e média de 58 dias sem comprar — ou seja, o grupo está exatamente no ponto. Somados os 70 atrasados recuperáveis, são 229 clientes e R$ 9,64 milhões de histórico. E, como se verá no Bloco 3, novembro é o pico estrutural dessa categoria nos dois anos. É a única oportunidade em que janela de recompra e sazonalidade coincidem perfeitamente. Calçado térmico é a maior massa: 146 em outubro + 119 em novembro + 109 atrasados = 374 clientes, R$ 10,88 milhões. Intervalo de 84 dias dá folga de abordagem, mas o volume exige campanha e não contato individual. Capuzes, meias e calça nylon têm os maiores grupos de atrasados (127, 136 e 110). São categorias de ticket menor que funcionam como âncora de mix — e justamente por isso ninguém liga para cobrar a recompra. São as três com maior "dias sem comprar" relativo ao intervalo (143 d contra 117; 128 contra 108; 166 contra 109). Cada uma dessas categorias é também destino de cross-sell no Bloco 2 — dá para resolver reativação e expansão de mix no mesmo contato. Bloco 2 — Associação entre categorias e os 10 cross-sells prioritários 2.1 As associações mais fortes da base (12 meses, 1.818 clientes compradores) Categoria A Categoria B Clientes A Clientes B Em comum A→B B→A Força (lift) A sem B Capuzes Meias Qualiflex 986 788 647 65,6% 82,1% 1,61 339 Capuzes Calçado térmico 986 760 544 55,2% 71,6% 1,41 442 Calça nylon Capuzes 732 986 529 72,3% 53,7% 1,42 203 Meias Qualiflex Calçado térmico 788 760 524 66,5% 68,9% 1,70 264 Japonas Calça nylon 676 732 473 70,0% 64,6% 1,85 203 Luvas térmicas Capuzes 625 986 469 75,0% 47,6% 1,48 156 Calça nylon Meias Qualiflex 732 788 456 62,3% 57,9% 1,53 276 Meias Qualiflex Moletons 788 614 450 57,1% 73,3% 1,80 338 Calçado térmico Moletons 760 614 419 55,1% 68,2% 1,74 341 Luvas térmicas Meias Qualiflex 625 788 419 67,0% 53,2% 1,65 206 Luvas térmicas Calçado térmico 625 760 407 65,1% 53,6% 1,66 218 Malha de aço Capuzes 459 986 301 65,6% 30,5% 1,29 158 Luvas térmicas Vestim. customizadas 625 551 327 52,3% 59,3% 1,84 298 Vestim. customizadas Moletons 551 614 325 59,0% 52,9% 1,86 226 2.2 O controle por segmento — e os pares que precisam ser descartados Força estatística alta não significa oportunidade transferível. Quando se abre cada par por segmento, aparece a distinção entre afinidade real de uso e artefato de um único canal : Par Supermercados Frigoríficos Armazém refrig. Sorvetes Revenda EPI Ind. não perec. Veredito Japona → Calça nylon 74,6% 72,1% 75,0% 83,6% 62,6% 60,9% Universal Luva térmica → Capuz 74,2% 67,4% 75,8% 92,9% 76,7% 75,0% Universal Capuz → Meias 83,3% 40,0% 71,2% 79,3% 39,9% 61,2% Amplo Calça nylon → Capuz 80,1% 58,3% 72,7% 80,0% 71,3% 62,5% Amplo Meias → Calçado térmico 86,0% 46,5% 78,2% 69,4% 14,9% 58,3% Amplo (não em revenda) Meias → Moletons 82,3% 58,1% 30,9% 40,8% 23,0% 22,2% Concentrado Calçado térmico → Moletons 77,5% 50,0% 25,0% 30,6% 21,4% 27,9% Concentrado Malha de aço → Meias 81,9% 15,0% — — 26,4% — Só supermercado Calçado térmico → Aventais 72,8% 0,0% 0,0% 8,2% 0,0% 9,3% Artefato Calçado térmico → Luvas descartáveis 76,0% 2,4% 1,4% 2,0% 0,0% 2,3% Artefato Correção importante ao que a força estatística sugeria. Os pares calçado térmico → aventais (lift 2,21) e calçado térmico → luvas descartáveis (lift 2,43), junto com todo o cluster descartáveis TNT / luvas descartáveis / aventais (lifts de 4,8 a 5,5), não são afinidade de produto — são o perfil de compra do supermercado . Dentro de supermercados a associação é real e vale ser trabalhada (96 e 109 clientes elegíveis a 76% e 72,8% de confiança). Fora de supermercados a confiança é de 0% a 9%: oferecer esses pares a frigorífico, armazém refrigerado ou revendedor é queimar abordagem. O mesmo vale para malha de aço → meias (81,9% em supermercado, 15% em frigorífico). 2.3 Comportamento de quem passou a comprar a categoria nova Comparação dos 12 meses anteriores com os 12 posteriores, dentro do grupo de clientes ativos nas duas metades e que não compravam a categoria antes . Os que não adotaram funcionam como grupo de controle. Categoria adotada Adotaram Fat. antes Fat. depois Var. Δ notas Controle: não adotaram Var. controle Δ notas controle Luvas descartáveis 13 R$ 30.730 R$ 65.622 +114% +3,8 1.011 +10,0% 0,0 Moletons (revenda) 75 R$ 13.957 R$ 30.452 +118% +2,6 750 −2,0% −0,3 Botas PVC simples 37 R$ 11.385 R$ 25.585 +125% +2,1 1.234 +1,9% −0,7 Calçados couro não térmicos 55 R$ 26.159 R$ 38.531 +47% +2,1 1.213 +1,3% −0,8 Meias Qualiflex 99 R$ 19.660 R$ 40.870 +108% +0,9 600 +2,9% −0,1 Calçado térmico 99 R$ 15.533 R$ 32.222 +107% +1,3 645 +5,3% −0,3 Japonas 103 R$ 12.441 R$ 22.814 +83% +1,4 755 −2,3% −1,1 Vestim. nylon customizadas 78 R$ 34.702 R$ 62.821 +81% +0,7 850 +9,5% −0,2 Moletons customizados 20 R$ 33.304 R$ 58.146 +75% +1,6 1.298 +2,9% −0,7 Luvas térmicas 89 R$ 23.195 R$ 39.004 +68% +1,1 728 +14,9% 0,0 Capuzes 145 R$ 17.027 R$ 27.938 +64% +1,2 408 +15,1% 0,0 Malha de aço 86 R$ 25.900 R$ 37.860 +46% +0,5 882 +8,3% −0,2 Calça nylon 147 R$ 24.509 R$ 34.683 +42% +0,3 615 +5,9% −0,4 O padrão é sistemático em todas as 23 categorias testadas : quem adotou uma categoria nova aumentou o número de notas (+0,3 a +3,8); quem não adotou reduziu (−0,1 a −1,1 em 19 dos 23 casos). Não é só o cliente gastar mais — é o cliente voltar mais vezes . Expansão de mix não compete com frequência, ela produz frequência. A ressalva metodológica é honesta: cliente que já estava em crescimento tende a adotar mais categorias, então parte do efeito é seleção, não causa. Mas a estagnação do grupo de controle e a divergência consistente na contagem de notas tornam esta a evidência mais forte disponível na base. 2.4 Os 10 cross-sells prioritários Ordenados por qualidade de evidência × clientes elegíveis, já excluídos os artefatos de canal. # Oferta Elegíveis Confiança Força Consistência entre segmentos Efeito histórico na adoção 1 Quem compra japona → calça nylon 203 70,0% 1,85 Universal: 52,8% a 85,7% em 9 segmentos +42% fat. / +0,3 notas 2 Quem compra luva térmica → capuz 156 75,0% 1,48 Universal: nenhum segmento abaixo de 67% +64% fat. / +1,2 notas 3 Quem compra capuz → meias Qualiflex 339 65,6% 1,61 Amplo: ≥58% em 7 segmentos +108% fat. / +0,9 notas 4 Quem compra meias → calçado térmico 264 66,5% 1,70 Amplo (evitar revenda e laticínios) +107% fat. / +1,3 notas 5 Quem compra calça nylon → capuz 203 72,3% 1,42 Amplo: ≥58% em 7 segmentos +64% fat. / +1,2 notas 6 Quem compra calça nylon → meias 276 62,3% 1,53 Amplo: 47% a 79% +108% fat. / +0,9 notas 7 Quem compra luva térmica → meias 206 67,0% 1,65 Amplo: 41% a 86% +108% fat. / +0,9 notas 8 Quem compra meias → moletom 338 57,1% 1,80 Concentrado: supermercado 82%, frigorífico 58% +118% fat. / +2,6 notas 9 Quem compra calçado térmico → moletom 341 55,1% 1,74 Concentrado: supermercado 78%, frigorífico 50% +118% fat. / +2,6 notas 10 Quem compra capuz → calçado térmico 442 55,2% 1,41 Amplo fora de revenda (9,5%) e laticínios (24%) +107% fat. / +1,3 notas Oferta separada, exclusiva de supermercados (válida ali, inválida fora): calçado térmico → aventais/impermeáveis (109 elegíveis, 72,8%) e calçado térmico → luvas descartáveis (96 elegíveis, 76,0%). Três observações práticas sobre essa lista: Os itens 1, 2 e 5 são completamento de conjunto de vestimenta (japona-calça, luva-capuz, calça-capuz). São as ofertas de maior confiança e menor esforço de argumentação — o cliente já usa a peça irmã. Os itens 3, 6 e 7 convergem todos para meias Qualiflex . São 339 + 276 + 206 elegíveis com sobreposição, e o item de menor ticket da lista. Meias é o melhor "pé na porta" de ampliação de mix que a base tem: baixo risco de decisão, e os adotantes dobraram faturamento. Os itens 8 e 9 têm a confiança mais baixa da lista, mas o maior efeito posterior de todos (+118% de faturamento e +2,6 notas). Moletom é o produto que mais muda o comportamento do cliente depois de entrar no mix — vale aceitar taxa de conversão menor pelo retorno por conversão. Bloco 3 — Sazonalidade de outubro, novembro e dezembro 3.1 A correção de premissa mais importante deste relatório O pico do ano da Qualiflex é julho–outubro, não o quarto trimestre. A série dos últimos três anos não deixa margem: Mês 2023/24 2024/25 2025/26 Setembro R$ 4,05 mi R$ 4,25 mi R$ 4,59 mi Outubro R$ 4,01 mi R$ 4,59 mi — Novembro R$ 3,61 mi R$ 4,39 mi — Dezembro R$ 3,04 mi R$ 3,19 mi — Variação out→dez −24% −30% — Novembro cai frente a outubro nos dois anos (−9,9% em 2024, −4,3% em 2025) e dezembro cai forte (−15,8% e −27,4%). Planejar o Q4 como "temporada alta" é planejar contra o histórico. Mas há uma nuance que muda a conclusão operacional sobre dezembro. Abrindo por decêndio, dezembro simplesmente não tem faturamento após o dia 20 — nem em 2024, nem em 2025: Período 1–10 11–20 21–31 Total Out/2025 R$ 1,54 mi R$ 1,22 mi R$ 1,83 mi R$ 4,59 mi Nov/2025 R$ 0,99 mi R$ 1,48 mi R$ 1,92 mi R$ 4,39 mi Dez/2025 R$ 1,42 mi R$ 1,77 mi — R$ 3,19 mi Dez/2024 R$ 1,53 mi R$ 1,51 mi — R$ 3,04 mi Dezembro/2025 faturou R$ 3,19 milhões em 20 dias — R$ 159 mil por dia, acima dos R$ 146 mil/dia de novembro . Dezembro não é um mês de demanda fraca; é um mês curto. A implicação é de calendário, não de mercado: o pedido que precisa ser faturado em 2026 tem de estar aprovado até os primeiros dias de dezembro. E a segunda leitura do decêndio: em outubro e novembro, o último terço do mês carrega 40% a 44% do faturamento. O dinheiro fecha no fim do mês, mas o pedido entra duas a três semanas antes — ou seja, o que se vende na virada de novembro está sendo negociado agora . 3.2 Onde 2026 está diferente de 2024 e 2025 Indicador jan–set/2025 jan–set/2026 Variação Faturamento R$ 36,07 mi R$ 36,47 mi +1,1% Notas emitidas 9.424 7.913 −16,0% Ticket médio por nota R$ 3.828 R$ 4.609 +20,4% Clientes ativos em setembro 747 592 −20,8% 2026 está empatado com 2025 em receita — mas sustentado por ticket, não por base . São 1.511 notas e 155 clientes ativos menos. Isso define a natureza do risco do Q4: com uma base 21% menor, repetir o outubro-novembro de 2025 exige que cada cliente remanescente compre mais, e qualquer janela de recompra perdida tem impacto proporcionalmente maior do que teve no ano passado. É exatamente por isso que os 389 clientes atrasados do Bloco 1 são o item mais caro da lista. 3.3 Produtos que historicamente crescem no Q4 Produto Out/24 Nov/24 Dez/24 Out/25 Nov/25 Dez/25 Média/mês 2026 Padrão Luvas descartáveis 425.666 707.995 202.700 463.656 689.828 332.381 394.386 Pico de novembro nos 2 anos (+66% e +49% sobre outubro) Moletons customizados 74.169 35.096 33.000 37.326 127.782 116.988 71.250 Novembro-dezembro é a estação; base 2026 2–3× maior Calçado térmico 589.817 504.789 463.015 686.134 808.657 487.367 713.956 Recorde em nov/25; 2026 já acima de tudo (set: 848.207) Japonas 500.478 379.129 359.721 426.868 352.206 431.969 491.998 Pico de outubro; única peça que resiste a dezembro Descartáveis TNT 39.465 56.391 38.463 46.664 70.558 19.831 34.957 Novembro sobe, dezembro desaba Aventais/impermeáveis 37.999 30.855 26.895 38.734 45.286 25.041 39.451 Novembro; set/26 recorde (73.983) Meias Qualiflex 131.194 100.180 73.396 114.236 126.840 64.131 113.309 Sustenta out-nov, cai em dezembro 3.4 Produtos que historicamente caem no Q4 Produto Out/25 Nov/25 Dez/25 Queda out→dez Observação Malha de aço – luvas 315.769 305.897 159.135 −50% Penhasco de dezembro nos dois anos Capuzes 320.255 227.056 130.624 −59% Pico é outubro; depois despenca Moletons (revenda) 629.951 565.774 462.978 −27% Declínio contínuo Luvas térmicas (fabricação) 196.803 183.674 106.796 −46% Categoria em queda estrutural: média 2026 (135 mil) abaixo de 2025 Calça nylon 301.103 230.182 226.286 −25% Pico de outubro Um achado que merece atenção de produto: o moletom de revenda cai no Q4 (−27%) enquanto o moletom customizado explode (de R$ 37 mil em out/25 para R$ 127 mil em nov/25, e R$ 182 mil em set/26, recorde absoluto, contra média mensal de R$ 71 mil). Não são duas sazonalidades diferentes — é substituição. O cliente está migrando do moletom de prateleira para o personalizado. Isso tem consequência de estoque e de margem que vale ser olhada fora do escopo comercial. 3.5 Segmentos que aumentam compras no Q4 Segmento Out/24 Nov/24 Dez/24 Out/25 Nov/25 Dez/25 Média/mês 2026 Padrão Frigoríficos 429.026 300.240 401.557 433.787 530.256 596.478 560.039 Único grande que pica em dezembro (+22% nov, +13% dez em 2025) Supermercados 1.918.926 1.831.692 1.119.919 2.431.012 2.636.342 1.537.513 1.776.390 Nov/25 foi recorde anual; dezembro −42% Ind. alimento não perecível 40.061 102.595 35.898 112.126 165.323 29.105 93.092 Segmento de novembro puro: +47% nov, −82% dez Sorvetes e açaí 121.457 74.833 70.832 122.830 126.884 82.153 87.310 Pré-temporada out-nov Ind. alimentos congelados 70.210 139.156 139.676 60.147 42.930 108.261 79.019 Orientado a dezembro Revenda de EPI 603.486 468.540 493.566 734.643 413.320 328.249 592.440 Outubro é o mês do revendedor nos dois anos Armazém/transp. refrigerado 327.141 240.048 196.972 252.969 185.559 144.166 270.959 Pico de outubro, cai depois Cozinha indust./refeição col. 39.687 73.785 55.829 40.240 25.259 21.491 54.470 Volátil; set/26 recorde (132.633) Lavanderias 14.760 23.284 629 34.449 13.779 3.491 47.304 ago/26 182.874 e set/26 160.882 — ruptura recente Frigoríficos é o segmento mais importante do Q4 da Qualiflex. É o único grande cujo faturamento sobe de outubro para dezembro, e o padrão se confirma nos dois anos (dez/24 > nov/24; dez/25 > nov/25 > out/25). Em 2026 já está rodando em patamar recorde (ago: R$ 688 mil; set: R$ 601 mil contra média de R$ 560 mil). Combinado com as 47 janelas de recompra de outubro e os 42 atrasados do Bloco 1, é onde o esforço de outubro tem o maior retorno em dezembro. Sobre lavanderias : a explosão de agosto e setembro de 2026 (R$ 183 mil e R$ 161 mil contra média de R$ 47 mil) está concentrada em apenas 5 clientes recorrentes. É movimento de poucos contratos, não padrão de segmento — não deve sustentar decisão de alocação de equipe sem antes checar se é recorrência ou projeto pontual. Oportunidades com a janela de abordagem aberta agora ou nas próximas semanas Ordenadas por urgência — quanto tempo resta antes de a oportunidade mudar de natureza ou se fechar. Prioridade Oportunidade Público Prazo real Por que agora 1 Luvas descartáveis 159 clientes com janela em outubro + 70 atrasados recuperáveis Próximas 3 semanas Intervalo de 52 dias (o mais curto da base) e novembro é o pico estrutural nos dois anos. É o único caso em que recompra e sazonalidade coincidem. R$ 9,64 mi de histórico 2 Supermercados — reativação dos atrasados 175 clientes atrasados + 180 com janela em outubro Próximas 4 semanas Mediana de 33 dias entre compras: o cliente que não for abordado em outubro só reaparece em fevereiro. R$ 36,30 mi de histórico. Nov/25 foi o melhor mês do segmento — a base tem para onde ir 3 Moletons customizados 9 janelas out + 7 nov, dentro dos 30 recorrentes Até o fim de outubro Novembro-dezembro é a estação do produto (R$ 127 mil e R$ 117 mil em 2025) e personalização exige antecedência de produção. O pedido tem de entrar em outubro para faturar na estação. Base 2026 2–3× maior que 2025 4 Revenda de EPI 44 janelas out + 35 nov + 59 atrasados Outubro inteiro Outubro é o mês mais forte do revendedor nos dois anos (R$ 603 mil e R$ 735 mil). A janela sazonal e a de recompra estão sobrepostas 5 Frigoríficos — construir dezembro 47 janelas out + 23 nov + 42 atrasados Out–nov Único segmento grande com pico em dezembro, confirmado nos dois anos, rodando em recorde em 2026. O contato de outubro é o que vira pedido de dezembro 6 Calçado térmico — campanha de recompra 146 out + 119 nov + 109 atrasados = 374 clientes Out–nov Maior massa de janelas da base (R$ 10,88 mi). Nov/25 foi o recorde histórico da categoria e 2026 está acima de todo o histórico 7 Cross-sell de conjunto de vestimenta 203 (japona→calça), 156 (luva→capuz), 203 (calça→capuz) Out–nov Confiança de 70% a 75% e consistência em todos os segmentos. Japona e calça têm pico em outubro — a oferta pega o produto no momento certo. Japona é a única peça que resiste a dezembro 8 Ind. alimento não perecível 13 janelas out + 9 nov + 20 atrasados Outubro Segmento de novembro puro: cresce 47% em novembro e cai 82% em dezembro. A abordagem precisa ser em outubro para capturar o único mês que importa 9 Sorvetes e açaí — pré-temporada 6 out + 8 nov + 16 atrasados Out–nov Pico out-nov nos dois anos. Intervalo de 108 dias: quem não comprar até novembro perde a temporada inteira de verão 10 Corte de calendário de dezembro Toda a carteira Até o fim de novembro Não há faturamento após o dia 20 de dezembro em nenhum dos dois anos. Todo pedido que precisa cair em 2026 tem de estar aprovado nos primeiros dias de dezembro — e isso tem de ser comunicado ao cliente em novembro, não em dezembro Duas premissas que ficam registradas Não vender o Q4 como temporada alta internamente. Novembro cai frente a outubro e dezembro cai 24% a 30% frente a outubro nos dois anos. A meta de Q4 construída sobre "fim de ano aquece" vai frustrar a equipe. O argumento correto é outro: o Q4 tem 951 janelas de recompra e R$ 68,1 milhões de histórico em jogo — o resultado vem de defender a base, não de uma onda de mercado. E dezembro só parece fraco: por dia faturado, é mais forte que novembro. Dois cross-sells de alta força estão fora da lista por decisão metodológica. Calçado térmico → aventais e calçado térmico → luvas descartáveis têm força estatística de 2,21 e 2,43, mas 72,8% e 76% de confiança dentro de supermercados contra 0% a 9% em todos os outros segmentos. São o perfil de compra de um canal, não afinidade de produto. Devem ser trabalhados como oferta exclusiva de supermercado (109 e 96 elegíveis) e jamais como cross-sell geral. Se quiser levar isso a campo, consigo gerar as listas nominais em CSV — clientes com janela de recompra em outubro, novembro e dezembro por representante, e os elegíveis de cada um dos 10 cross-sells. Apolo 06/10/2026, 14:33 Vou começar mapeando o que existe de informação qualitativa nas bases — motivos de devolução, observações de pedido e registros de ocorrência. Encontrei um módulo de Gestão do Conhecimento que pode conter registros de negociação. Vou verificar. Há duas fontes promissoras: um log de interações comerciais e uma base de observações de pedidos. Vou inspecionar as duas. Boa — existe uma base de observações de pedido com 167 mil registros. Vou examinar o conteúdo. Agora vou ver o conteúdo real desses registros. Esse acervo é majoritariamente fiscal e logístico. Vou ver os tipos menores, que costumam guardar motivos estruturados. O acervo de texto é fiscal e logístico — não há base de atendimento técnico. Vou extrair o que há de real: motivos de devolução, erros de grade, cotações não convertidas e exigências operacionais dos clientes. Dado relevante: a maior parte das devoluções é recusa no recebimento, não defeito. Vou ver em quais produtos isso concentra e se há erro de grade. Fechando a Parte 4. Antes dos achados, preciso ser transparente sobre o que as bases internas realmente contêm — porque metade do que você pediu no item 1 depende de registro de atendimento, e esse registro não existe. Parte 4 — Inteligência qualitativa e as 10 oportunidades do 4º trimestre O que existe e o que não existe O que você pediu Situação Fonte usada Dúvidas recorrentes dos clientes Não existe Não há base de atendimento, chamado ou pergunta registrada Questões sobre uso, conservação, higienização e reposição Não existe Nenhum registro em qualquer base acessível Objeções comerciais (texto, verbatim) Não existe — só proxy numérico Pipeline de cotações (sem campo de texto) Critérios declarados na escolha do produto Não existe — só proxy Exigências operacionais escritas nas notas Registro de reclamações Não existe Sem cadastro de ocorrência/qualidade Problemas relatados Existe (parcial) Devoluções e recusas, classificadas por natureza Erros de especificação / compra Existe (reconstruído) Cruzamento devolução → recompra do mesmo item em outro tamanho Aplicações recorrentes dos produtos Existe Penetração de categoria por segmento Casos reais para conteúdo Existe Exigências de clientes + casos comerciais identificados Três bases candidatas a "conhecimento comercial" foram verificadas e estão vazias (registro de negociação, visitas a clientes, eventos de vendas). O único acervo de texto volumoso — 167.340 observações em notas fiscais — é fiscal e logístico , não técnico: legendas de ICMS, condições de pagamento, instruções de transportadora. Verifiquei os três subtipos de texto restantes e todos são tributários. Não há, hoje, nenhuma pergunta de cliente registrada em sistema. Dito isso, o que sobrou é mais acionável do que parece. 1. Inteligência por segmento e produto 1.1 Problemas relatados — a leitura correta das devoluções Últimos 12 meses (out/2025–set/2026): 248 notas de retorno, R$ 1.429.844 . A separação por natureza muda completamente o diagnóstico: Tipo de retorno Notas Valor Participação Recusa no recebimento 164 R$ 1.020.373 71,4% Devolução efetiva (produto já recebido) 84 R$ 409.471 28,6% Este é o achado mais importante da Parte 4. Sete de cada dez reais devolvidos não voltam por problema de produto — voltam porque a mercadoria não foi aceita na portaria . Isso é falha de agendamento, documentação, separação de carga ou frete, não de qualidade. É um problema resolvível com comunicação, e portanto é também uma oportunidade de conteúdo e de capacitação comercial. 1.2 Devolução por categoria — e o alerta de leitura Categoria Vendido 12m Devolvido % Dev Sendo recusa Clientes PS-03 Helanca R$ 577.469 R$ 237.255 41,09% R$ 0 2 RV-M01 Moletons R$ 5.718.718 R$ 215.568 3,77% R$ 199.581 33 PA-F01 Japonas R$ 5.639.027 R$ 196.406 3,48% R$ 174.493 50 PA-F04 Luvas térmicas R$ 1.704.302 R$ 52.628 3,09% R$ 47.587 27 RV-L12 Luvas térmicas import. R$ 635.020 R$ 19.596 3,09% R$ 19.216 17 RV-B02 Calçados couro R$ 1.021.254 R$ 30.288 2,97% R$ 28.067 11 PC-001 Vestimentas custom. R$ 4.947.043 R$ 144.392 2,92% R$ 113.142 27 PA-F02 Calça nylon R$ 2.976.063 R$ 74.155 2,49% R$ 56.551 40 RV-B01 Calçado térmico R$ 8.407.760 R$ 192.593 2,29% R$ 157.759 48 PA-F05 Capuzes R$ 3.149.543 R$ 55.125 1,75% R$ 43.068 49 IR-MA1 Malha de aço R$ 2.844.961 R$ 27.134 0,95% R$ 16.252 18 RV-L11 Luvas descartáveis R$ 5.035.336 R$ 24.435 0,49% R$ 21.819 14 PC-008 Moletons customizados R$ 923.346 R$ 4.208 0,46% R$ 4.208 3 Como ler: a Helanca a 41% é um artefato — 3 notas, 2 clientes, zero recusa, provável evento único de beneficiamento. Não use esse número como sinal de qualidade. Já moletons, japonas e vestimentas customizadas, que são exatamente o núcleo da história de crescimento em frigoríficos e do plano de cross-sell do trimestre, são as categorias com maior retorno — e em todas elas a recusa é a esmagadora maioria. Luvas descartáveis e moletons customizados são as mais limpas da carteira (abaixo de 0,5%): são argumentos de venda prontos. 1.3 Erro recorrente de especificação — a curva de grade Reconstruí o erro cruzando devoluções com recompra do mesmo produto em outro tamanho dentro de 60 dias (janela abr/2025–set/2026): 126 clientes, ~770 casos de tamanho . Categoria Clientes Casos de tamanho RV-B01 Calçado térmico 43 191 PA-F01 Japonas 32 110 PC-001 Vestimentas customizadas 26 92 RV-M01 Moletons 28 91 PA-F02 Calça nylon 23 58 RV-B06 Botas PVC simples 7 52 RV-B02 Calçados couro 7 43 RV-L11 Luvas descartáveis 17 35 PA-F04 Luvas térmicas 15 28 IR-MA1 Malha de aço 9 19 Por segmento, a concentração é brutal: Segmento Clientes Casos Participação Supermercados 63 423 55% Frigoríficos 22 118 15% Ind. alimento não perecível 5 59 8% Revenda de EPI 16 51 7% Laticínios 6 29 4% Armazém/transp. refrigerado 3 19 2% A descoberta decisiva: testei a direção da troca e ela é praticamente 50/50 em todas as categorias (calçado térmico: 636 trocas para tamanho maior contra 617 para menor; japonas 156/149; moletons 154/150). Isso significa que o produto não "veste pequeno" nem "veste grande". O erro não é de modelagem — é de curva de grade : o cliente acerta o modelo e erra a distribuição de tamanhos do pedido. É um problema de dimensionamento de compra, e é um dos ativos de conteúdo mais óbvios que essas bases entregam. 1.4 Critérios e exigências — o que o cliente impõe para aceitar a carga Temas extraídos das observações de nota (out/2025 em diante, contagem por nota distinta): Exigência Notas Dimensão de volume informada 9.318 Agendamento prévio obrigatório 4.388 Uniforme/EPI separado da carga de loja 4.200 Não paga TDE / frete não compartilhado 4.198 Exige OC / número de pedido do cliente 275 Pagamento antecipado 146 Janela de horário de recebimento 143 Identificação de caixas / etiquetagem 83 Carga batida / não paletizada 76 Datas fixas de vencimento 76 Entrega em CD central 51 Casamento direto com o item 1.1: as três exigências de maior volume (agendamento, separação do uniforme da carga de loja, TDE) são exatamente as causas prováveis dos R$ 1,02 milhão recusados na portaria . Um achado de processo, de passagem: 2.673 notas emitidas com "Cond. Pgto em Branco" — a condição de pagamento não chegou preenchida do comercial. 1.5 Objeções comerciais — proxy de pipeline (12 meses) Sem texto, o que existe é o destino das negociações: Segmento Negociações Convertidas Pendentes Perdidas Valor pendente Frigoríficos 816 323 196 14 R$ 1.458.252 Supermercados 681 220 192 19 R$ 1.891.345 Revenda de EPI 416 92 177 0 R$ 5.978.764 Armazém/transp. refrig. 467 177 132 12 R$ 1.121.605 Ind. alimento não perecível 452 159 143 6 R$ 878.918 Sorvetes e açaí 334 145 107 4 R$ 356.254 Laticínios 221 83 46 8 R$ 139.721 Ind. alimentos congelados 186 96 42 3 R$ 231.936 A objeção praticamente não aparece como perda — aparece como pendência. Frigoríficos convertem 40% e deixam 196 negociações paradas; supermercados convertem 32% e têm o maior valor travado entre os segmentos finais. E Revenda de EPI é um caso à parte: 92 conversões contra 177 pendências, zero perdas e R$ 5,98 milhões parados. Negociação que não se perde e não se fecha é negociação sem retomada, não negociação com objeção. 1.6 Aplicações recorrentes — o que cada segmento realmente usa Mediana de gasto anual por cliente, 12 meses: Segmento Categorias âncora (clientes / mediana anual) Supermercados Luvas descartáveis (311 / R$ 15.408) · Calçado térmico (400 / R$ 9.744) · Moletons (349 / R$ 3.040) · Vestimentas cust. (330 / R$ 2.849) · Malha de aço (310 / R$ 2.201) Frigoríficos Vestimentas cust. (110 / R$ 7.605) · Malha de aço (20 / R$ 6.776) · Moletons (44 / R$ 6.916) · Calçado térmico (42 / R$ 5.479) · Japonas (68 / R$ 3.659) Armazém/transp. refrigerado Calçado térmico (72 / R$ 7.769 — o maior ticket mediano da categoria em toda a carteira) · Japonas (52 / R$ 4.169) · Vestimentas cust. (41 / R$ 5.885) Sorvetes e açaí Calçado térmico (49 / R$ 2.054) · Luvas térmicas (28 / R$ 1.581) · Japonas (55 / R$ 1.339) Ind. alimento não perecível Calçado térmico (43 / R$ 2.942) · Moletons (21 / R$ 3.218) · Japonas (64 / R$ 1.761) Duas leituras de aplicação: supermercado é manipulação + câmara fria (descartável e calçado dominam, vestimenta é acessório); frigorífico e armazém são permanência no frio (vestimenta e calçado de ticket alto, proteção mecânica relevante). 1.7 Casos reais utilizáveis como conteúdo A carga que volta na portaria — R$ 1,02 milhão/ano, 164 notas, recusa no recebimento. Checklist de entrega como peça de conteúdo e de treinamento de vendas. Uniforme não pode entrar junto com a carga de loja — 4.200 notas carregam essa exigência. É regra de recebimento de rede, e quase ninguém no mercado fala disso. A curva de grade errada — 126 clientes, 770 trocas de tamanho, metade para cima e metade para baixo. Guia de dimensionamento por segmento. Agendamento e janela de horário — 4.388 + 143 notas; há clientes com datas fixas de recebimento e autorização nominal de carga batida. Moletom customizado em supermercado — apenas 15 clientes compram, mediana R$ 7.900 (média R$ 26.980) e devolução de 0,46%. Caso de produto premium validado e inexplorado. Luvas descartáveis a 0,49% de devolução sobre R$ 5,04 milhões — prova de consistência em alto volume. 2. As 10 oportunidades para outubro, novembro e dezembro de 2026 Premissas do cálculo Ticket: uso mediana , nunca média, para não deixar outlier distorcer (em frigoríficos a média de japonas é 5× a mediana). Potencial anualizado: clientes elegíveis × mediana anual da categoria no segmento. É teto teórico de conversão plena. Receita do trimestre: pedido de entrada estimado em 40% da mediana anual (primeira compra raramente é ciclo completo), aplicado sobre a taxa de conversão do cenário. Taxas de conversão: cross-sell em cliente ativo 5% / 10% / 18%; reativação de inativo 3% / 6% / 12%; recompra atrasada recuperável 12% / 22% / 35%; pipeline travado 3% / 7% / 12%. Janela útil: 6/out a ~19/dez — cerca de 2,5 meses comerciais. Oportunidades 4 e 5 são perda evitada , não receita nova. Estão somadas em separado. Não há dado de margem acessível: tudo está em receita, não em resultado. Quadro das 10 oportunidades # Segmento Público Produto / categoria Tipo Elegíveis Evidência Momento ideal Potencial anualizado Confiança Prioridade 1 Supermercados Clientes com recompra vencida e ainda recuperável Mix atual do cliente Recompra / retenção 175 Intervalo médio 52 d (mediana 33 d); histórico R$ 36,3 mi; 389 atrasados recuperáveis na carteira total Agora — outubro R$ 4,61 mi em risco Alta Alta 2 Frigoríficos 68 clientes que compram japona Malha de aço (61), luvas térmicas (48), calçado térmico (45), meias (43) Cross-sell / kit 61 / 48 / 45 / 43 Quem já compra os quatro gasta mediana de R$ 6.776 / 2.655 / 5.479 / 1.600 ao ano Out e nov R$ 856,1 mil Alta Alta 3 Supermercados 349 compradores de moletom Malha de aço (107), luvas descartáveis (54), calçado térmico (39) Cross-sell / kit loja 107 / 54 / 39 Descartáveis têm mediana R$ 15.408/ano e 0,49% de devolução; malha de aço já penetra 310 clientes Out a nov R$ 1,45 mi Alta Alta 4 Multissegmento Clientes com recusa registrada em 12 m — (processo de entrega) Compliance / perda evitada 207 relações cliente-natureza R$ 1,02 mi recusado; 4.388 notas exigem agendamento, 4.200 uniforme separado, 4.198 recusam TDE Imediato R$ 255 mil/trim. exposto Alta Alta 5 Supermercados 63 clientes com troca de tamanho Calçado térmico, japona, moletom, vestimenta cust. Correção de grade / perda evitada 63 (423 casos) Troca 50/50 para maior e menor → erro de curva, não de modelagem Out (antes do pico de dez) R$ 58,4 mil/trim. exposto Média Alta 6 Todos (recorte supermercados) Inativos + em retração >40% Mix histórico Reativação 1.161 (829 + 332) R$ 13,56 mi de histórico desligado da carteira Nov e dez R$ 13,56 mi de histórico Média Média 7 Supermercados 337 compradores de moletom padrão PC-008 moletom customizado Upsell premium 337 15 compradores atuais: mediana R$ 7.900, média R$ 26.980, devolução 0,46% Nov (produção para dez/jan) R$ 2,66 mi (teto) Média Média 8 Armazém/transp. refrigerado 52 compradores de japona Calçado térmico (19), capuz (19) Cross-sell 19 / 19 Maior ticket mediano de calçado térmico da carteira: R$ 7.769/ano Out a dez R$ 170,3 mil Média Média 9 Revenda de EPI 162 clientes com cotação parada Mix cotado Destravamento de pipeline 177 cotações R$ 5,98 mi pendentes, 92 convertidas, zero perdidas Agora — outubro R$ 5,98 mi cotados Média-baixa Média 10 Sorvetes/açaí + ind. alimento Compradores de japona e moletom Luvas térmicas (34 SVT), calçado (17 SVT), capuz (27 ALI), calçado (9 ALI) Cross-sell de entrada 87 Tickets baixos (R$ 342 a R$ 2.942) mas penetração ainda rasa Nov e dez R$ 124,4 mil Baixa Experimental Cenários de receita no trimestre # Oportunidade Conservador Provável Otimista 1 Recompra atrasada — supermercados R$ 62,3 mil R$ 114,3 mil R$ 181,8 mil 2 Kit frio — frigoríficos R$ 17,1 mil R$ 34,2 mil R$ 61,6 mil 3 Kit loja — supermercados R$ 29,0 mil R$ 57,9 mil R$ 104,2 mil 6 Reativação inativos + retração R$ 94,0 mil R$ 188,1 mil R$ 376,2 mil 7 Moletom customizado premium R$ 21,3 mil R$ 42,6 mil R$ 85,2 mil 8 Kit armazém refrigerado R$ 3,4 mil R$ 6,8 mil R$ 12,3 mil 9 Pipeline revenda de EPI R$ 179,4 mil R$ 418,5 mil R$ 717,5 mil 10 Entrada sorvetes + alimentos R$ 2,5 mil R$ 5,0 mil R$ 9,0 mil Receita nova R$ 409,0 mil R$ 867,4 mil R$ 1,55 mi 4 Compliance de entrega (perda evitada) R$ 51,0 mil R$ 89,3 mil R$ 127,5 mil 5 Correção de grade (perda evitada) R$ 11,7 mil R$ 20,4 mil R$ 29,2 mil Total com perda evitada R$ 471,7 mil R$ 977,1 mil R$ 1,70 mi Classificação final Alta prioridade (1, 2, 3, 4, 5) — base factual sólida, cliente ativo, janela aberta agora. Juntas respondem por R$ 171,1 mil no conservador e R$ 316,1 mil no provável, com execução que não depende de produto novo nem de preço novo. A nº 1 é a mais urgente de todas: são 175 clientes de supermercado já vencidos num segmento cujo intervalo mediano de recompra é de 33 dias — cada semana sem contato é uma compra que migra. Média prioridade (6, 7, 8, 9) — maior valor absoluto, menor previsibilidade. A nº 9 carrega sozinha 43% da receita provável do plano, mas é a mais frágil: valor de cotação não é valor de pedido, e o fato de nada se perder sugere que o registro de pipeline não é mantido com rigor. Trate-a como diagnóstico de processo antes de tratá-la como receita. Experimental (10) — tickets pequenos, teste de entrada em segmentos com penetração rasa. Vale pela aprendizagem de abordagem, não pelo resultado do trimestre. Sobre o nível de confiança, com franqueza: as oportunidades 1 a 3, 5, 8 e 10 vêm de comportamento de compra efetivo e são sólidas. A 4 depende de uma atribuição estimada (quanto da recusa se corrige com comunicação) — a causa está provada, a elasticidade não. A 7 apoia-se em 15 compradores apenas. E a 9 é a de maior valor e menor evidência. Se eu tivesse que escolher uma única frente para o trimestre, seria a de número 1 — não é a maior, é a que está vazando agora. Quer que eu monte a lista nominal dos 175 clientes de supermercado com recompra vencida, com último pedido, intervalo próprio e mix atual, para a abordagem já começar esta semana? Qualiflex · EPIs para Câmaras Frias e Alimentos Exportado do Apolo em 06/10/2026, 15:20 · Gerado pelo Apolo · backoffice.qualiflex.com.br